Inflação na zona do euro aumenta 1% em março
da Efe, em Bruxelas
Os preços na zona do euro aumentaram 1% em março, o que levou a inflação anualizada a 3,6%, 0,3 ponto percentual a mais que em relação ao mês anterior, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo Eurostat, o escritório estatístico da Comunidade Européia.
A taxa de março é a mais elevada desde que começou a ser elaborado o IPCH (Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado), em 1997. No conjunto da UE, o IPCH aumentou 0,8% no mês passado, até o 3,8% anualizado, 0,3 ponto percentual a mais que em fevereiro. Em um ano, a inflação nos países do euro passou de 1,9% para 3,6% e na UE de 2,3% para 3,8%.
Os Estados-membros que tiveram menor alta nos preços nos últimos 12 meses foram a Holanda (1,9%), o Reino Unido (2,5%) e Portugal (3,1%). Por outro lado, as altas mais acentuadas foram registradas na Letônia (16,6%), na Bulgária (13,2%) e na Lituânia (11,4%).
Quanto à evolução dos diferentes componentes, dentro da zona do euro o maior aumento dos preços foi o do ensino (de 9,6% anualizado), seguido do dos alimentos (6,2%) e dos transportes (5,6%). Por outro lado, caíram as comunicações (1,5%), e registraram pequenas altas os preços do lazer e da cultura (0,6%) e das vestimentas (1%).
Por produtos, a maior contribuição à alta anualizada foi a dos combustíveis para transporte (0,51%), seguido dos combustíveis líquidos (0,26%), do leite, do queijo e dos ovos (0,23%).
Entre os produtos que não se incluem neste aumento estão as telecomunicações e os automóveis, que diminuíram 0,16% cada um.
Considerando o mês de março apenas, os itens que mais aumentaram foram as vestimentas (7,2%), os transportes (1,3%) e os artigos têxteis e os hotéis (0,6% cada). Está mais barato o acesso à saúde (0,1% mensal), o ensino se manteve igual, e as bebidas alcoólicas, o tabaco, o lazer e a cultura registraram altas mais leves, de 0,2%.
A alta mensal foi empurrada, sobretudo, pelas vestimentas (0,32%), os carburantes para transporte (0,12%), os calçados (0,08%) e os combustíveis líquidos (0,05%).
Já os automóveis e os aluguéis (-0,05%), além dos restaurantes (-0,04%) contribuíram para conter o aumento mensal da inflação.
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