Copom despreza sociedade e quer especulação, dizem centrais
da Folha Online
As centrais sindicais reclamaram da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa básica de juros, a Selic, e disse que o comitê "despreza a vontade da imensa maioria da sociedade". As entidades elaboraram, em conjunto, uma carta criticando a decisão do BC (Banco Central).
Segundo a carta, o "Copom quer especulação e as centrais querem desenvolvimento com distribuição de renda".
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
As entidades afirmam que o movimento sindical quer que Banco Central considere "outros fatores ao redor e repense a estrutura do sistema de metas, extremamente conservadora".
Para os sindicalistas, "a taxa de inflação permanece sob controle e ainda está bastante longe da margem extra de dois pontos percentuais além da meta, embora o Banco Central insista em afirmar o contrário. As últimas altas de preços estão ligadas à demanda internacional de alimentos, e uma elevação de juros no Brasil em nada influenciaria tal movimento.
Para as centrais, "o mercado internacional, a partir dos Estados Unidos, está reduzindo as taxas básicas de juros" e, por isso, "elevá-la aqui seria um contra-senso". "O fortalecimento do mercado interno brasileiro, observado ao longo dos últimos anos, tem sido nosso principal lastro contra a contaminação da economia pelos efeitos nocivos da retração norte-americana".
Ao final, as entidades afirmam que os "juros altos beneficiam apenas o capital especulativo e atraem somente dinheiro volátil, sem compromisso. Juros altos aumentam a dívida pública. Juros altos seguem na contramão da produção, do crédito e do consumo".
Para eles, "elevá-los [os juros] ainda mais seria impor novos obstáculos ao desenvolvimento com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras. Imporia redução no ritmo de geração de empregos. Elevaria o valor das prestações de produtos que o trabalhador deseja e precisa comprar".
Assinam a carta os presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da Forças e de outras centrais como CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores) e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
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Especial


Evidentemente para quem aplica recursos porque para quem toma não interessa absolutamente essa política.
Quem aplica é a comunidade internacional, então, me parece lógico que ouviremos elogios da imprensa internacional como um estímulo no sentido das taxas crescentes. Ainda, quando as taxas sobem o real é valorizado o que facilita a entrada de produtos importados (eles ficam mais baratos) Também, quando a nossa moeda é valorizada, as multinacionais turbinam seus lucros, na moeda do país de origem, com a variação cambial.
Claro que o aumento da taxa de juros é um mecanismo para controle da inflação. Baseia-se na inibição do investimento na produção e consumo, quando se estimula a poupança. Funciona, sem dúvida, e é uma ferramenta da chamada "política ortodoxa" de combate a inflação. Porém, há limitações. A primeira limitação, e que agrega um bom número de analistas é que o nosso nível de taxas praticadas de dois dígitos(a maior do mundo) está fora do "range" em que alguma variação teria eficácia.
Segundo, a inflação que hoje assistimos não tem raízes internas, então seria o cúmulo da pretensão querer parar a inflação mundial com essa politica-de-fundo-de-quintal, mesmo que ousada e brava, o fim seria o mesmo dos kamikazes. Terceiro, a alta dos juros não é uma ferramenta conveniente pelos motivos em que comecei essa exposição.
Os homens do poder sempre foram sensíveis às bajulações e por elas fazem todo o tipo de "tonterias", mesmo que bem intencionados, se esquecem dos fundamentos e economizam nas justificativas como forma de monopólio do saber e para o sustento da soberba, mas acabam entregando o ouro. O nosso ouro.
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Discordo. Não dá para comparar laranja com banana. Os países adiantados não têm esses desvios que você mesmo apontou e que causam ineficiência na economia. E não os têm porque as leis não são cheias de brechas, o judiciário faz seu trabalho direito, a estrutura política dos governos não permite abusos e as políticas fiscal e tributária não oneram tanto a produção. Por isso eles podem ter taxas mais baixas.
É obrigação do Lula e do Congresso criar essa infra-estrutura. E ele não tem cumprido com essa obrigação. Ele fez sim avanços na área social, mas nenhum na parte econômica.
Taxa de juros do Banco Central não deve ser tratada como causa, mas como consequência.
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