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Dinheiro
17/04/2008 - 06h19

Barril da Opep bate terceiro recorde em uma semana

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da Folha Online
da Efe

O preço do barril da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) alcançou um novo recorde histórico nesta quarta-feira, o terceiro em uma semana, informou em Viena o secretário do grupo petroleiro.

A cesta Opep, que contém 13 tipos de petróleo --um para cada país membro da organização-- foi negociado na quarta-feira a US$ 106,65, um aumento de US$ 0,92 (0,9%) em relação ao preço de terça-feira, que também foi recorde. Na última quinta, o barril foi cotado a US$ 103,74.

Os analistas da empresa de consultoria JBC destacam em seu boletim que o dólar sofreu nesta quarta-feira sua pior queda frente ao euro em três semanas, devido à pior alta da inflação nos EUA em 16 anos. O câmbio desfavorável foi o principal fator a impulsionar os preços da commodity.

Além disso, as reservas armazenadas de gasolina e cru caíram nos Estados Unidos pela quinta semana consecutiva, desta vez em 5,5 milhões de barris.

O JBC lembra ainda que a realização da Eurocopa, na Áustria e Suíça, e dos Jogos Olímpicos, em Pequim, faz com que a Europa e o gigante asiático briguem pela importação em massa de gasolina e diesel, usado tanto para o transporte como para a geração de eletricidade.

As altas do preço da cesta Opep acontecem de forma paralela aos máximos históricos registrados pelos crus de referência nos EUA e Europa, o WTI e o Brent, respectivamente.

Produção

O ministro Argelino de Energia e presidente em exercício da Opep, Chakib Khelil, voltou a descartar nesta quarta-feira uma eventual alta dos níveis de produção de petróleo antes da reunião ordinária prevista para setembro.

"A organização não prevê modificar sua produção antes da reunião ordinária prevista para setembro próximo, apesar dos sintomas de retrocesso da demanda", manifestou Khelil à imprensa. Segundo ele, a depreciação do dólar é o fator primordial para a alta do petróleo.

Após lembrar que a AIE (Agência Internacional de Energia) revisou também para baixo o crescimento da demanda mundial, o presidente da Opep afirmou que o fato de que a demanda não mantém uma tendência de alta reforça a posição adotada pela organização.

"Nós já falamos que não é necessário aumentar a produção. Enganaríamos a nós mesmos se disséssemos ao mundo: se aumentarmos a produção, os preços do petróleo vão cair", ressaltou.

 

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