Dinheiro
17/04/2008 - 11h19

Brasil tem pior crescimento de exportações entre Brics, diz OMC

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da Folha Online
da Efe e da France Presse, em Genebra

Atualizada às 12h46

O Brasil teve o mais baixo crescimento de exportações em 2007 ante os principais países emergentes, informou nesta quinta-feira a OMC (Organização Mundial do Comércio) em suas perspectivas para o comércio mundial em 2008.

A OMC ainda informou no documento que as economias em desenvolvimento e em transição são as que estão amortecendo a desaceleração do comércio mundial. Para 2008, a entidade estimou crescimento de apenas 4,5% do comércio mundial --contra 5,5% em 2007 (dados preliminares) e 8,5% em 2006, segundo o informe.

Segundo o órgão, as exportações brasileiras cresceram 17% no ano passado, o mais baixo entre os Brics (conjunto de países formados por Brasil, Rússia, China e Índia, considerados os principais países emergentes). A Rússia conseguiu o mesmo crescimento do Brasil. Já as exportações chinesas cresceram 26%, e as indianas subiram 20%.

O Brasil ocupou no ano passado a 23ª posição no ranking de maiores exportadores, com US$ 161 bilhões --cerca de 1,2% das exportações mundiais. É um desempenho superior ao da Índia (US$ 145 bilhões), mas inferior ao da China (US$ 1,218 trilhão) e ao da Rússia (US$ 355 bilhões).

O desempenho brasileiro nas exportações também está abaixo da média dos países que formam o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que atingiu 18%, mas é superior à média dos países da América do Sul e Central (15%).

Por outro lado, o país é o 27º maior importador, com compras de US$ 127 bilhões (0,9% do total mundial). Entre os 30 maiores importadores mundiais, o país foi o que teve maior crescimento em 2007, a 32%. Só perdeu para a Rússia, com alta de 35%.

Sobre o desempenho brasileiro em 2007, a OMC destacou que o crescimento das exportações foi sustentada especialmente pelo aumento dos preços das commodities. Também ressaltou o bom desempenho do comércio de serviços no país, com destaque para o turismo.

Mundo

Sobre o comércio global, a OMC advertiu que se as turbulências nos mercados financeiros continuarem e as economias desenvolvidas tiverem uma desaceleração mais pronunciada, o crescimento do comércio pode ser "significativamente menor que o 4,5% antecipado". Neste ano, a taxa de crescimento dependerá de quanto durarem as turbulências financeiras nos países desenvolvidos.

A OMC ponderou, no entanto, que a taxa poderia ser ainda menor "já que a forte desaceleração econômica que estão experimentando importantes países desenvolvidos tem sido compensada, em parte, pela continuação de um vigoroso crescimento das economias emergentes", afirma o estudo.

O enfraquecimento da demanda nas economias desenvolvidas em 2007 reduziu o crescimento econômico mundial de 3,7% para 3,4%. Por outro lado, nas regiões emergentes o crescimento foi próximo de 7%.

Apesar da forte desaceleração nos países desenvolvidos, as economias em desenvolvimento e a CEI (Comunidade dos Estados Independentes) mantiveram ou aumentaram a expansão da produção, aportando em 2007 mais de 40% do aumento mundial da produção.

No ano passado, a participação dos países em desenvolvimento no comércio mundial de mercadorias alcançou um novo recorde de 34%. "O brusco aumento dos preços das matérias-primas --particularmente combustíveis e metais-- se traduziu em uma importante melhora da situação financeira da maioria das regiões em desenvolvimento e impulsionou as importações."

Por outra parte, os economistas da instituição internacional advertem que as turbulências financeiras nos países desenvolvidos "têm dificultado as perspectivas do comércio mundial em 2008".

Comentários dos leitores
J. R. (302) 17/06/2009 15h08
J. R. (302) 17/06/2009 15h08
No grupo "Bric" o Brasil é o único a não possuir armamento nuclear, ficando "no mato sem cachorro". Propondo a cesta de moedas e não utilização do dólar como moeda de troca pode ser mais um erro, indo de encontro aos interesses de China e Rússia, que querem o Yuam e o Rublo como moeda de referência. Ora, todos os quatro países tem suas reservas dolarizadas, então estão na mão dos EUA que é o grande gestor, como abrir mão dessa moeda de troca? Há uma incoerência. O Presidente da AIEA El Baradei afirmou que com bomba nuclear a Coréia do Norte pode ir para a mesa de negociação, e que o Iraque de Sadam Russein por não tê-la foi pulverizado (na verdade só tinha traidores a sua volta). Baradei está a 21 anos como diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), até agora não houve consenso para substituí-lo, por isso talvez tenha dado essa declaração "bombástica" mas verdadeira, a despeito dele ser um egípcio muçulmano. É mais uma das pérolas que podem ser úteis, enquanto alguns preferem ver Obama esmagando moscas no Youtube, pensando talvez em um modo de esmagar os inimigos dos EUA. O caminho para que o Brasil tenha capacidade de dissuasão depende inicialmente em adquirir capacidade potencial bélica, depois será necessária a árdua tarefa de mudar a constituição que ainda não foi nem totalmente regulamentada, por falta de condições para se cumprir suas cláusulas impossíveis. O investimento na Educação de nível superior gratuita para todos é o caminho. sem opinião
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O Lula foi infeliz em muitas ocasiões, mas diante do PM Britânico ele exagerou, ele insultou o branquelo de olho azul na cara, acho que ele escurregou na linguagem feio, deu a impressão de que era o Hugo Chavez barbudo falando as asneiras de sempre. Ora, seu Lula, por favor, não chute a bunda dos convidados, especialmente, de um PM britânico que sorriu amarelo como se não entendesse o que acabara de ouvir do interprete. 9 opiniões
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Saulo Mundim Lenza (415) 19/02/2009 20h06
Saulo Mundim Lenza (415) 19/02/2009 20h06
Lula o bonzinho mais uma vez afinou.
Alias o molusco afina sempre.
Só é machão para ferrar os brasileiros.
Palhaço idiota.
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