Impacto do aumento da Selic na dívida pública será de R$ 2,9 bi, diz Fazenda
da Folha Online
O aumento da taxa básica de juros anunciado na quarta-feira (16) pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) --a Selic subiu de 11,25% para 11,75%-- terá um impacto de cerca de R$ 2,9 bilhões na dívida pública.
A informação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin, que fez uma apresentação para parlamentares na Comissão de Orçamento da Câmara nesta quinta-feira, segundo a Agência Câmara.
O aumento dos juros encarece a dívida pública, pois parte dos títulos que estão na mão dos investidores (pouco mais de 20% do total) é corrigida pela taxa Selic.
Ontem, o BC surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro ao aumentar a taxa Selic de 11,25% para 11,75% ao ano. A maioria dos economistas esperava um aumento menor, de 0,25 ponto percentual. O BC, no entanto, afirmou por meio de nota que optou por "realizar, de imediato, parte relevante do movimento [de aumento] da taxa básica de juros" para reduzir o risco inflacionário.
Como o mercado espera outras elevações da taxa, que poderia terminar o ano em 12,75% ao ano, o BC preferiu promover um aumento maior agora para evitar que a taxa suba mais no futuro.
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Especial


Evidentemente para quem aplica recursos porque para quem toma não interessa absolutamente essa política.
Quem aplica é a comunidade internacional, então, me parece lógico que ouviremos elogios da imprensa internacional como um estímulo no sentido das taxas crescentes. Ainda, quando as taxas sobem o real é valorizado o que facilita a entrada de produtos importados (eles ficam mais baratos) Também, quando a nossa moeda é valorizada, as multinacionais turbinam seus lucros, na moeda do país de origem, com a variação cambial.
Claro que o aumento da taxa de juros é um mecanismo para controle da inflação. Baseia-se na inibição do investimento na produção e consumo, quando se estimula a poupança. Funciona, sem dúvida, e é uma ferramenta da chamada "política ortodoxa" de combate a inflação. Porém, há limitações. A primeira limitação, e que agrega um bom número de analistas é que o nosso nível de taxas praticadas de dois dígitos(a maior do mundo) está fora do "range" em que alguma variação teria eficácia.
Segundo, a inflação que hoje assistimos não tem raízes internas, então seria o cúmulo da pretensão querer parar a inflação mundial com essa politica-de-fundo-de-quintal, mesmo que ousada e brava, o fim seria o mesmo dos kamikazes. Terceiro, a alta dos juros não é uma ferramenta conveniente pelos motivos em que comecei essa exposição.
Os homens do poder sempre foram sensíveis às bajulações e por elas fazem todo o tipo de "tonterias", mesmo que bem intencionados, se esquecem dos fundamentos e economizam nas justificativas como forma de monopólio do saber e para o sustento da soberba, mas acabam entregando o ouro. O nosso ouro.
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Discordo. Não dá para comparar laranja com banana. Os países adiantados não têm esses desvios que você mesmo apontou e que causam ineficiência na economia. E não os têm porque as leis não são cheias de brechas, o judiciário faz seu trabalho direito, a estrutura política dos governos não permite abusos e as políticas fiscal e tributária não oneram tanto a produção. Por isso eles podem ter taxas mais baixas.
É obrigação do Lula e do Congresso criar essa infra-estrutura. E ele não tem cumprido com essa obrigação. Ele fez sim avanços na área social, mas nenhum na parte econômica.
Taxa de juros do Banco Central não deve ser tratada como causa, mas como consequência.
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