Marco Aurélio Garcia diz que país caminha para novas descobertas de petróleo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, no Rio
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, sinalizou nesta quinta-feira que em breve deverão ser anunciadas novas descobertas de petróleo no país. Para ele, a polêmica em torno das declarações de Haroldo Lima, diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo) foi exagerada.
"É uma opinião muito pessoal. Acho que estão fazendo uma tempestade em copo de água. Todas essas informações circulavam há muito tempo, mas não vejo ninguém que tenha perdido, muito ao contrário, quisera eu ter comprado ações da Petrobrás", afirmou o assessor especial, após audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara.
Garcia se referiu ao episódio da última segunda-feira, em que Lima afirmou que o bloco Carioca (BM-S-9) seria cinco vezes maior que o de Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Isso tornaria o Carioca (BM-S-9) o terceiro maior campo de petróleo do mundo.
"Acho que nós estamos caminhando para novos descobrimentos de petróleo, é uma opinião generalizada, não é de governo. É algo muito positivo para o Brasil", disse o assessor.
Energia
Ao ser questionado pelos parlamentares sobre a hipótese de o novo governo do Paraguai reajustar os valores cobrados pelas tarifas de energia, Garcia disse que este tema se tornou "eleitoral" no país vizinho.
"É a avaliação do governo brasileiro e da torcida do flamengo. É uma demanda legítima. Os candidatos estão lá defendendo isso. Também não vamos suar duas vezes: por precipitação pelo o que vai acontecer e quando acontecer. Como as relações do Brasil com o presidente Nicanor foram boas também será com o próximo presidente que for eleito", disse ele. No domingo, os paraguaios elegem o novo presidente.
Garcia ressaltou ainda que as negociações econômicas realizadas pelo governo brasileiro avançam positivamente. O assessor destacou a redefinição de contas realizada com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
"Tivemos uma grande vitória no FMI. Foi uma das condições que colocamos ao atual diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn. Foi uma posição do presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva", disse ele.
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