Greve na Receita causa prejuízo de até US$ 150 mi para eletrônicos
da Folha Online
O presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, reuniu-se nesta quinta-feira, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e reclamou dos efeitos da greve dos auditores fiscais da Receita Federal.
Segundo a entidade, as indústrias do setor eletroeletrônico registram prejuízos neste mês de paralisação entre US$ 120 milhões e US$ 150 milhões, considerando a redução da produção, a perda de faturamento e as multas por atrasos no cumprimento de contratos.
"A greve dos auditores fiscais já vem comprometendo de maneira significativa a produção e o desempenho da indústria elétrica e eletrônica do país", disse o presidente da Abinee.
Barbato afirmou a Miguel Jorge que o valor das importações dos insumos retidos nas alfândegas corresponde a cerca de US$ 400 milhões nestes 30 dias de paralisação. "Esta retenção de insumos vem comprometendo particularmente a produção para o mercado interno, sendo que no caso das exportações a situação poderá se agravar nos próximos dias, face à redução do ritmo de atividade", afirmou.
De acordo com o presidente, "o segmento eletrônico tem sido o mais afetado, devido à sua maior dependência por importações".
A greve da Receita completa um mês nesta sexta-feira, quando o auditores se reúnem em assembléia para decidir o futuro do movimento. Eles vão analisar proposta do governo, de reajuste de 43,9% para os servidores com salário teto e de 41,7% para os de salário inicial. A aplicação do aumento seria feita em três anos, sempre no mês de julho.
Os auditores conseguiram no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ontem, um liminar que os protege do corte de ponto, permitida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) há uma semana. A AGU (Advocacia Geral da UNião) informou que já recorreu da decisão.
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