Petróleo bate novo recorde ao ultrapassar US$ 116 em NY
da Efe e da France Presse
com Folha Online
O preço do petróleo superou nesta sexta-feira, pela primeira vez, os US$ 116 por barril em Nova York, depois de novas perturbações na produção na Nigéria, primeiro produtor africano de petróleo.
Às 12h17 (horário de Brasília), na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril do petróleo cru para entrega em maio era cotado a US$ 115,49. Pouco antes, no entanto, chegou a cravar US$ 116,10.
Ontem, a commodity encerrou o pregão a US$ 114,86, em baixa de US$ 0,07 em relação ao fechamento de quarta-feira (US$ 114,93).
O preço do barril da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também bateu recorde histórico --o quarto consecutivo-- ao ser negociado na quinta-feira a US$ 107,63, US$ 0,98 a mais que no dia anterior, informou nesta sexta-feira em Viena o secretariado da organização petrolífera.
Desde o princípio do mês, o barril (de 159 litros) usado como referência pela Opep ficou US$ 11,88 (12,4%) mais caro.
A forte alta foi similar à dos crus de referência para Europa e Estados Unidos, o Brent e o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), respectivamente, e coincidiu com uma persistente desvalorização do dólar frente ao euro e outras divisas.
Esta nova disparada, segundo os analistas, se originou pelas sabotagens contra um oleoduto, explorado por uma filial do grupo petroleiro Shell, na região do delta do Níger, na Nigéria. Primeiro produtor africano de petróleo, a Nigéria teve de reduzir sua produção em cerca de 25% por causa da violência nas zonas petroleiras desde janeiro de 2006.
A incerteza sobre a evolução da economia mundial --diante do que os analistas indicam cada vez mais com uma recessão nos EUA-- impulsiona os investidores a refugiar seu capital em matérias-primas como o petróleo, o ouro e alguns alimentos.
As altas desta semana também foram influenciadas pela notícia de que as reservas de petróleo nos Estados Unidos caíram na semana passada 2,3 milhões de barris, aos 313,7 milhões.
Estes dados surpreenderam os operadores do mercado, pois os analistas tinham previsto que essas reservas subiriam em aproximadamente um milhão de barris.
"A surpreendente redução dos estoques de petróleo nos EUA, a abrupta queda do nível das reservas armazenadas de gasolina e o baixo ritmo de utilização [das refinarias] no país, assim como o enfraquecimento do dólar, seguem determinando o mercado", assinala hoje a empresa de consultoria especializada JBC Energy.
A tensa situação provocada pela disparada dos preços do petróleo e seus produtos derivados marcará o 11º Fórum Internacional da Energia, na próxima semana, em Roma, onde estarão os principais responsáveis do setor em nível mundial, entre eles os ministros da Opep.
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