Londres anuncia pacote para diminuir impacto de preços dos alimentos
da Efe, em Londres
O governo britânico anunciou nesta terça-feira um pacote econômico de 455 milhões de libras (cerca de US$ 906 milhões) para conter, a curto e a longo prazo, os problemas mundiais do aumento dos preços dos alimentos.
O ministro da Cooperação Internacional do Reino Unido, Douglas Alexander, informou hoje que o pacote servirá especialmente para auxiliar os países mais pobres afetados pelos aumentos.
Do total, 30 milhões de libras serão destinados a apoiar um pedido do Programa Mundial de Alimentos para auxiliar às nações mais vulneráveis ao aumento dos preços.
Outros 400 milhões de libras serão destinados à pesquisa agrícola para que os países mais pobres possam ampliar o cultivo de alimentos, enquanto outros 25 milhões de libras serão para melhorar a situação da parcela mais pobre da Etiópia, declarou Alexander.
"O aumento dos preços dos alimentos é uma preocupação para todos nós, que afeta a parte mais pobre de cada sociedade. Mas, nos países mais pobres do mundo, milhões ficam sem comida todos os dias, o que cria segregação social e distúrbios", indicou o responsável da Cooperação Internacional.
"O pacote ajudará a apoiar o trabalho essencial do Programa Mundial de Alimentos de aliviar os problemas imediatos", declarou Alexander em comunicado.
"Não há uma resposta simples para esta situação global. Como parte da resposta do Reino Unido trabalharemos com importantes instituições internacionais, como o Banco Mundial, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a ONU (Organização das Nações Unidas) para desenvolver uma resposta completa que ajudará "a levar comida para muitos", acrescentou.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje uma ação internacional para conter o aumento dos preços dos alimentos e insistiu que enfrentar o problema da fome no mundo é um "desafio moral".
Em comentários divulgados hoje na residência oficial de Downing Street, Brown assegurou que os preços dos alimentos estão nos níveis mais altos desde 1945.
Brown fez esta afirmação por ocasião de uma reunião nesta terça-feira em Londres entre organizações humanitárias, cientistas, produtores e responsáveis por supermercados para analisar o problema.
No encontro, estarão presentes representantes do Programa Mundial de Alimentos, do Banco Africano de Desenvolvimento, da fundação de caridade Oxfam, entre outros.
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