Brasil admite pagar mais ao Paraguai por energia de Itaipu
da Folha Online
O governo brasileiro aceita discutir "fórmulas" para melhorar a receita obtida pelo Paraguai na venda da energia de Itaipu, mas não admite mudar as regras do tratado que rege a hidrelétrica binacional, assinado em 1973. A informação, publicada hoje na Folha, está em reportagem assinada pelos repórteres Valdo Cruz e Humberto Medina e pela colunista Eliane Catanhêde (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O motivo seria que o Brasil não quer abrir mão da regra prevista no tratado que dá ao país o direito de adquirir toda energia não-utilizada pelo vizinho, vital para o abastecimento das regiões Sul e Sudeste.
O tema foi discutido ontem pelo presidente Lula na reunião de coordenação, quando o petista disse que o Brasil, como país mais rico do que seu sócio na companhia, deve fazer um "gesto de boa vontade".
Segundo apurou a Folha, entre as fórmulas em análise pelo governo brasileiro estão mecanismos que possam aumentar o preço da energia paga ao Paraguai ou a antecipação de receita futura para formação de fundo de investimento pelo país vizinho --o que não agrada a setores paraguaios.
Acordo
Itaipu pertence ao dois países em partes iguais. Pelo contrato de 1973, cada um tem direito a 50% da energia produzida. Caso uma das partes não use toda a cota, vende o excedente ao parceiro a preço de custo.
Como o Paraguai utiliza apenas cerca de 5% dessa energia --o que atende 95% da demanda do país--, o restante é vendido ao Brasil --no total, 20% da energia elétrica usada por aqui vem de Itaipu.
Hoje, o Brasil paga US$ 45,31/MWh (cerca de R$ 75) pela energia vendida pelo Paraguai, o que se aproxima dos preços cobrados no país. Para cada MWh pago pela energia de Itaipu, R$ 42,5 vai para despesas da própria usina e para o pagamento da dívida da Eletrobrás com credores, feitas à época da construção da usina. No ano passado, a venda de energia da usina rendeu ao Paraguai US$ 340 milhões.
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'SÓ ACREDITO VENDO"
O SR LULA, GOSTA MUITO DE ACENAR COM O CHAPÉU ALHEIO.
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Meus agradecimentos
José Izidoro Cóser
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