Dinheiro
23/04/2008 - 17h40

Rede atacadista do Wal-Mart limita venda de arroz nos EUA

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da Reuters, em Nova York

O Sam's Club, divisão atacadista da rede de hipermercados Wal-Mart, informou nesta quarta-feira que vai limitar a venda de diversos tipos de arroz nos Estados Unidos --o mais recente sinal da falta de oferta do produto no mercado mundial.

Segundo o Sam's Club, as vendas foram limitadas as "devido à recente evolução da demanda e da oferta."

O preço do arroz bateu nesta quarta-feira seu recorde histórico de preço na Cbot (Chicago Board of Trade, a principal Bolsa de commodities agrícolas do mundo) devido ao risco de desabastecimento.

Ontem, o principal concorrente do Sam's Club, a Costco, disse que notou um aumento repentino na compra de arroz e farinha pelos consumidores, um sinal de que eles estão preocupados com a possibilidade de aumento nos preços.

No Sam's Club, o cliente só poderá comprar quatro sacos de 9 quilos de arroz por ida. A empresa também trabalhará junto aos fornecedores para tentar manter o nível de estoque do produto em um nível aceitável.

As redes atacadistas têm como principais clientes os pequenos comerciantes e donos de restaurantes. Porém, com a alta repentina dos preços dos alimentos, os consumidores estão indo para essas lojas para comprar em grandes quantidades, e os produtos mais procurados são massas, arroz e óleo de cozinha.

O Sam's Club informou ainda que, por enquanto, não vai limitar as vendas de farinha e óleo de cozinha.

Por sua vez, a Costco informou que algumas de suas lojas estão limitando as vendas de arroz e farinha, mas que está tentando retirar essas limitações para satisfazer a demanda.

O executivo-chefe da Costco, James Sinegal, disse à agência de notícias Reuters que a recente alta na demanda é causada pelas reportagens sobre a escalada de preços e pela possibilidade de falta de alimentos em alguns países.

O preço dos alimentos subiram em todo o mundo nos últimos meses, puxados pelo aumento da demanda nos países emergentes, pelo uso de algumas commodities agrícolas para produção de biocombustíveis e pela especulação nos mercados.

No caso do arroz, a situação se complica porque dois dos maiores exportadores do produto, a Índia e o Vietnã, estão impedindo a exportação para tentar reduzir o preço no mercado interno.

 

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