Arrecadação de tributos federais cresce 13% no trimestre e atinge R$ 162 bi
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 13h02
A arrecadação de impostos e tributos fechou o primeiro trimestre de 2008 em R$ 161,741 bilhões. Corrigido pela inflação, o valor recorde é de R$ 162,581 bilhões. O resultado representa uma alta de 13% sobre o mesmo período do ano passado, informou a Receita Federal nesta sexta-feira.
O imposto que mais subiu foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), alvo de elevação em algumas de suas alíquotas no início do ano como forma de compensar as perdas com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Foram R$ 2,6 bilhões a mais para os cofres públicos em relação ao primeiro trimestre de 2007. Cerca de 40% desse valor veio da tributação das operações de crédito com pessoas físicas, que passaram a ser tributadas em janeiro deste ano.
Em termos absolutos, o aumento foi puxado, segundo a Receita, pela forte arrecadação do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Os dois impostos somaram, respectivamente, R$ 25 bilhões (+28%) e R$ 11 bilhões (+19%).
A Receita atribui esses números à alta lucratividade das empresas e bancos no último trimestre de 2007, que se refletiu na arrecadação no início deste ano, principalmente no mês de janeiro.
Já o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) cresceu 28% no trimestre e somou R$ 2,2 bilhões. Por fim, as receitas previdenciárias cresceram 13%, para R$ 40,5 bilhões.
Em março, a arrecadação atingiu R$ 51,001 bilhões, com alta de 7,67% na comparação com março de 2007. Trata-se da maior arrecadação que a Receita fez em um mês de março.
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