Dinheiro
29/04/2008 - 12h22

Bush descarta limitar reservas estratégicas de petróleo dos EUA

da France Presse, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, descartou nesta terça-feira a possibilidade de limitar as reservas estratégicas de petróleo americanas, por considerar que isto não afetará os preços no mercado.

"Se pensasse que afetaria positivamente os preços, pensaria seriamente, mas quando falamos de cerca de um décimo de 1% da demanda global, na análise custo-benefício, não se obtém nenhum benefício e acredito que custa petróleo no caso de uma ameaça para a segurança nacional", disse Bush em uma entrevista coletiva.

As declarações do presidente foram feitas no momento em que as cotações do petróleo se aproximaram dos US$ 120 o barril nos últimos dias.

Hoje, no entanto, o barril chegou a recuar para US$ 116, após a retomada das atividades do oleoduto de Forties no mar do Norte. A tensão do mercado cresceu no início da semana devido a uma greve na refinaria escocesa de Grangemouth, que provocou a paralisação do oleoduto de Forties, que transporta parte significativa de produção britânica. Contudo, a greve já foi encerrada e as atividades estão voltando ao normal.

Os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos têm discutido as vantagens e possíveis prejuízos de uma suspensão por três meses do imposto sobre os combustíveis, a fim de atenuar os efeitos da alta dos combustíveis no país. O provável candidato republicano John McCain e a pré-candidata democrata Hillary Clinton se disseram a favor da suspensão do imposto sobre a gasolina durante a época do ano de maior consumo.

O democrata Barack Obama, por sua vez, duvida da eficácia desta iniciativa. Nenhum dos três fala em restringir o consumo como medida para diminuir a demanda e, seguindo a velha lógica da oferta e demanda, evitar a alta dos preços.

Com informações da Efe

 

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