Dinheiro
29/04/2008 - 15h03

Arroz e massas terão novos reajustes ao consumidor, aponta FGV

da Folha de S.Paulo
da Folha Online

A variação do item alimentação dentro do IPA (Índice de Preços por Atacado), mensurado no IGP-M de abril, foi puxada pelos alimentos processados, que tiveram alta de 1,10%. A expansão foi influenciada principalmente por arroz (12,08%), carne bovina (1,66%) e massas alimentícias (5,16%).

Já os alimentos in natura caíram 5,89% neste mês, com destaque para ovos (-16,43%) e feijão (-6,61%). Apesar da queda de 19,43% no ano, o feijão ainda acumula alta de 147,48% nos últimos 12 meses.

Segundo Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV (Fundação Getulio Vargas), que calcula o IGP-M, a inflação dos alimentos está muito mais ligada aos alimentos processados e há pressões que ainda não se refletiram na ponta, no bolso do consumidor.

O arroz, que acumula variação de 25,62% nos últimos 12 meses no atacado, é um dos exemplos. A FGV registrou até queda, de 1,14% em abril, no preço dentro do IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Já a farinha de trigo teve alta de 4,07%, e o pão francês, de 7,03%, mas o aumento pode se acelerar no próximo mês. No atacado, o trigo teve variação de 12,11% em abril e acumula alta de 58,69% nos últimos 12 meses.

A aceleração no preço de adubos e fertilizantes também merece destaque no atacado, com alta de 16,32% em abril, após aumento também elevado em março (9,28%).

O IPA teve alta de 0,65%, recuando em relação ao 0,96% registrado um mês antes. O índice relativo aos Bens Finais teve ligeira variação negativa de 0,01% neste mês, contra alta de 0,12% em março. Excluido os subgrupos alimentos "in natura" e combustíveis, o índice subiu 0,52%, contra 0,21% um mês antes.

O IGP-M registrou alta de 0,69%, em abril --uma desaceleração em relação a março, quando houve alta de 0,74%.

Comentários dos leitores
Edgard Almeida (1) 09/10/2008 16h16
Edgard Almeida (1) 09/10/2008 16h16
Tenho lido muitos comentários bons, com sustentação em uma lógica bem coerente, seja ela política, jornalística ou apenas um desabafo de Brasileiros que ainda acredita e muito neste nosso país.É com grande satisfação que incluo a parti de agora nesta lista que faz da critica uma prática enriquecedora e transferir na forma de pensamentos os seus anseios e conhecimentos. É sabido que algumas as respostas que ansiamos, talvez nunca chegará ao nosso conhecimento, mas o que é a informação senão o melhor forma de nos mantermos informados. Imagina na época que do mensalão do Lalau etc ..etc.. se não houvesse as noticias? A noticia é e será bem-vinda sempre e quando se fala da economia mundial. Fazendo um raciocinio simplista quando alguns economista fala, alguns até de renomados ficamos com um frio na espinha, pois nota-se na suas visões a curto prazo dividas e um futuro mais que incerto e esta duvida paira no que dizer e que se deve omitir. Neste embaralhamento cerebral pensamos no salve quem puder ..ou como diz um comandante de um navio naufragando "salve que puder" ...resumindo este é o preço que pagamos por um mundo globalizado, então, nos resta a dizer, que quanto mais sabemos mais medo temos. salve ..salva a nossa pátria amada .. sem opinião
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Prezado Luis Morgan (1) 25/09/2008 09h25,
Me parece que estamos com referenciais bastante diferenciados, afinal, no Brasil não foi sentido, o fato concreto, da variação internacional do Petróleo que saiui do patamar de menos de US$ 50.00 para mais de US$130.00. Algo que provocou rebeliões na Europa, por exemplo.
Me parece tambem que **Brasil deve sair "relativamente ileso" de crise, diz jornal "Financial Times" ("FT"). **, - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u454143.shtml, são, por si só, fatos irrefutáveis de que o colocado, apenas e tão somente, realMENTE...
Abraços,
Plinio Marcos
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Josué Jonas De Lima (1) 02/10/2008 14h25
Josué Jonas De Lima (1) 02/10/2008 14h25
O preço dos importados vão aumentar. Ainda bem! - Isso fará com que as pessoas consumam maior quantidade de produtos nacionais.
E o Dólar mais valorizado favorece as exportações, além de desonerar a dívida pública.
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