Camargo Corrêa e Suez se juntam para leilão de Jirau, diz Lobão
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta terça-feira que as empresas Camargo Corrêa e Suez se juntaram em um só consórcio para disputar o leilão da usina de Jirau, no rio Madeira. Além das duas empresas, participarão do consórcio, segundo o ministro, as estatais Eletrosul e Chesf.
"Existem dois concorrentes, a Odebrecht (com a estatal Furnas) e o grupo Suez com a Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf. Um só consórcio com duas estatais. Isso gera competição e talvez seja suficiente, mas se nós tivermos mais dois ou dez ou cinqüenta competidores, melhor", disse o ministro.
Procurada, a Camargo Corrêa não confirmou a informação. A Suez não quis comentar.
A Folha Online apurou que a Camargo Corrêa já estava preparada para fazer a inscrição no leilão apenas com a participação da Chesf e que executivos da empresa foram surpreendidos com as declarações do ministro. A intenção do governo era que a Eletronorte também entrasse na disputa com o grupo Alusa, mas as duas empresas não conseguiu viabilizar a parceria.
Segundo Lobão, o adiamento do leilão para o dia 19 de maio foi feito a pedido da Eletrobrás, para dar mais prazo para que se apareçam novos concorrentes.
"A Eletrobrás entende que é de boa prática que haja um número maior de competidores", afirmou.
No leilão da usina de Santo Antônio, primeira do Complexo do Madeira a ser licitada, participaram três consórcios: Camargo Corrêa e Chesf; Suez e Eletrosul; e Odebrecht e Furnas --esse último acabou sendo o vencedor. No leilão de Jirau, o grupo encabeçado pela Odebrecht é considerado favorito porque, além de ter sido o responsável por elaborar os estudos de viabilidade da obra, teria ganhos de escala ao construir duas usinas.
Gasolina
Lobão falou com os jornalistas antes de seguir para reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras onde discutirão o reajuste nos combustíveis.
"Isso esta semana terá uma solução. Alguma probabilidade (de ser ainda hoje)", completou.
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