China congela preços da eletricidade e dos combustíveis
da Efe, Pequim
O governo chinês anunciou que não permitirá reajustes nos preços dos refinados do petróleo e da eletricidade "enquanto a inflação não estiver sob controle", anunciou um responsável da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, encarregada do planejamento estatal.
O diretor de operações econômicas da Comissão, Xu Zhimin, assinalou que além dessa medida estão sendo discutidas outras com departamentos estatais para conter a preocupante inflação, que já alcança os piores níveis da última década no gigante asiático, informou hoje o jornal "China Daily".
Entre as medidas estudadas está a de fornecer subsídios a usinas produtoras de eletricidade com carvão e outras para estimular a oferta elétrica, também por temor de um déficit energético no próximo verão.
"Acredito que a China, rica em reservas de carvão (é a maior produtora mundial), terá a capacidade necessária para atender à demanda", assinalou Xu.
O preço do carvão, principal fonte de energia na China, subiu 10% este ano, estimulando a inflação dos produtos industriais.
Em março, os preços subiram 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mantendo, como em meses anteriores, altas de preços que não aconteciam em mais de 12 anos.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, assinalou após conhecer esses dados que o controle da inflação seria uma das prioridades da política econômica chinesa este ano, que previu como "o mais duro" em matéria macroeconômica.
O regime chinês teme que a inflação cause instabilidade social, como ocorreu em 1989, ano dos protestos estudantis na Praça da Paz Celestial, quando também houve fortes altas de preços.
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