Dinheiro
30/04/2008 - 13h43

Bernardo descarta controle de preços de combustíveis pelo governo

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse nesta quarta-feira que o governo não terá uma política de controle de preços dos combustíveis caso a área técnica decida pela necessidade de reajuste.

Bernardo disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que a decisão de reajustar ou não o valor dos combustíveis seja tomada logo para evitar especulações no mercado.

"A inflação é uma das preocupações, mas também não é nossa política fazer controle de preços quando a analise técnica evidencia que devem ser tomadas outras medidas", afirmou.

Bernardo disse que a Petrobras e o governo ainda estão avaliando dados técnicos como a estrutura de preços e custos e a comparação com preços internacionais para avaliar a necessidade de aumento.

"Se houver convencimento, provavelmente vai haver um reajuste", completou.

O ministro afirmou que o reajuste dos combustíveis não é uma questão de princípios do governo, ao comentar a reunião de ontem (29), no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, de Minas e Energia, Edison Lobão, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para tratar de preços de combustíveis.

"A delicadeza da decisão é que, primeiro, o governo não tem nada a opor ao reajuste. A outra questão é que é importante que tenhamos as informações sobre as conseqüências disso", afirmou, antes da reunião no Itamaraty nesta quarta-feira.

Também participaram desta reunião os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Guido Mantega (Fazenda), além de Armando Meziat, representando o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento).

Com Agência Brasil

 

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