Grau de investimento pode liberar recursos para áreas sociais, diz economista
VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online
Com o grau de investimento concedido nesta quarta-feira pela agência de classificação Standard & Poor's agência de classificação Standard & Poor's, abre-se a possibilidade de que os juros reais no Brasil venham a cair, liberando recursos para investimentos em, por exemplo, áreas sociais, e que possa ocorrer no médio prazo até mesmo uma redução da carga tributária. A avaliação é do economista da consultoria LCA, Francisco Pessoa Faria.
"É uma boa notícia. Isso significa que o país pode vir a gastar menos com juros e gastar mais com áreas sociais. Pode ser até que venha a ocorrer uma redução na carga tributária", disse. "Agora mais gente disposta, ou podendo investir no Brasil, poderá fazê-lo. Antes, alguém poderia ter interesse, mas não podia por razões contratuais."
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
Para quem vive de renda, no entanto, no médio prazo pode vir a receber menos, caso ocorra uma queda nos juros reais. "As pessoas estão acostumadas. Em nenhum outro país do mundo há essa facilidade que temos aqui."
Para quem não está acostumado a investir em Bolsa, os próximos dias podem ser de movimento muito intenso. Ele aconselha que se procure um consultor, para que o investidor não se deixe levar pela euforia.
Com a decisão da Standard & Poor's, o rating do Brasil em moeda estrangeira em longo prazo passou de BB+ para BBB-, nota que já está incluída no grupo classificado como grau de investimento. O grau de investimento é a classificação dada pelas agências de rating a países com poucas chances de deixar de honrar suas dívidas.
Em seu comunicado, a S&P afirma ainda que a revisão do rating brasileiro reflete "a maturidade das instituições do Brasil e da política monetária" e "a melhoria das tendências de crescimento". A S&P faz ressalvas em relação à dívida pública, que "permanece mais alta do que os outros com outros países BBB".
Mesmo com essa ressalva, a agência pondera ainda que 'um registro razoavelmente previsível de políticas pragmáticas de gestão fiscal e da dívida ameniza esse risco".
A S&P não esquece da dívida externa, "que caiu dramaticamente", diz. Em fevereiro, o governo brasileiro anunciou com estardalhaço que o país tinha se tornado "credor externo líquido", isto é, que as reservas cambiais, somadas aos créditos privados no exterior, haviam superado o valor da dívida externa pública e privada.
Entenda
O rating é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um 'default', isto é, de suspensão de pagamentos.
Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.
O rating é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o 'rating' desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
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DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
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Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
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