Para receber parte do imposto sindical, centrais abrem disputa por sindicatos
da Folha Online
O dinheiro do imposto sindical, equivalente a um dia de salário do trabalhador, que começa a ser repassado às centrais sindicais, provoca acirrada disputa por sindicatos no país. Isso porque, para ter direito aos recursos provenientes desse imposto, a lei nº 11.648, de março deste ano, determina que as centrais comprovem um mínimo de representatividade, informa reportagem de Claudia Rolli e Fátima Fernandes, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
A disputa se justifica porque quanto maior for o número de filiados e de trabalhadores sindicalizados, maior será a representatividade e, portanto, maior a fatia que a central vai obter do imposto sindical.
Pela lei, as centrais que comprovarem representatividade poderão ficar com 10% do total arrecadado com o imposto. Somente neste ano, a estimativa de sindicalistas e especialistas é de que esse percentual seja de R$ 100 milhões. Já o Ministério do Trabalho fala em R$ 60 milhões.
O principal alvo dessa disputa são 4.046 sindicatos independentes, ou seja, que não têm vinculação a nenhuma central sindical. O número é do recadastramento sindical do Ministério do Trabalho. Mas os sindicatos filiados, que chegam a 3.656, também estão sendo assediados pelas centrais.
Nessa briga, vale oferecer viagens ao exterior, brindes, cargos na direção da central e até disputar uma vaga em eleições municipais ou devolver uma parte do imposto sindical, segundo a Folha apurou.
Leia reportagem completa na edição de hoje da Folha.
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