Brasil precisa de PIB e aperto fiscal maior para elevar nota, diz agência
da Folha Online
com Reuters
Dois dias depois de anunciar o grau de investimento do Brasil, a melhor classificação para receber investimentos estrangeiros, a agência de classificação Standard & Poor's diz que para ganhar um novo "up grade", o país precisa apertar sua política fiscal e ter um crescimento econômico (Produto Interno Bruto) maior.
Em teleconferência com investidores, Lisa Schineller, analista do Brasil para a S&P e diretora de ratings (notas de risco) soberanos da agência, afirmou que espera ver neste ano uma queda mais expressiva da relação dívida/PIB.
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
"Nós temos no horizonte de previsões uma queda muito lenta da relação dívida/PIB. A redução mais aguda desta taxa é uma questão chave [para elevar a nota do Brasil]", disse Schineller. "Mas isso vem da combinação do aumento dos esforços fiscais do Brasil com políticas que impulsionem ainda mais o crescimento."
Sobre a moeda brasileira, Lisa disse acreditar que o real irá enfraquecer, apesar do fluxo de capital externo que o grau de investimento traz. Segunda ela, os motivos são o déficit em conta corrente e a redução do superávit da balança comercial.
A conta corrente mede as principais operações com o exterior, como balança comercial, conta de serviços e rendas e as transferências unilaterais. Segundo dados divulgados hoje, a balança acumula neste ano superávit de US$ 4,580 bilhões, com uma média diária de US$ 55,9 milhões, valor 64,5% menor que o registrado no mesmo período de 2007.
Lisa também mencionou a necessidade de melhora do sistema previdenciário e do mercado de trabalho informal. Sobre este último tema, ela afirmou que o quadro não deve mudar tão cedo, mas que já foi "bastante minimizado" nos últimos anos.
Rating
Na quarta-feira, o rating do Brasil em moeda estrangeira em longo prazo passou de BB+ para BBB-, primeira nota incluída no grupo classificado como grau de investimento. O grupo mais alto tem dez patamares até atingir o AAA, topo do grau de investimento.
Com a nota, o Brasil poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram essa chancela de bom pagador.
A agência também elevou o rating do Brasil em moeda local de longo prazo de BBB para BBB+, enquanto o rating para moeda local de curto prazo foi ajustado de B para A-3. Já a perspectiva para o rating brasileiro foi colocada como 'estável'. Na metodologia da S&P, isso significa que o rating deve ser mantido pelos próximos dois anos, com poucas chances de ser alterado.
Em seu comunicado, a S&P afirma ainda que a revisão do rating brasileiro reflete "a maturidade das instituições do Brasil e da política monetária' e 'a melhoria das tendências de crescimento". A S&P faz ressalvas em relação à dívida pública, que "permanece mais alta do que os outros países BBB".
Entenda
O rating é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um 'default', isto é, de suspensão de pagamentos.
Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.
O rating é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o rating desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.
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Especial


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DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
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Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
Porque mesmo sabendo que existem jornalistas parciais, eles não chegam com toda força nas manchetes porque suas matérias passam pelo chefe de redação, editoria, conselho editorial etc. Porque existe a figura do ombudsman que pode ter as suas observações contestadas pela editoria, mas não pode ser calado.
Sou a favor das matérias investigativas, das denúncias e da preservação das fontes. Quem se sentir prejudicado que conteste e peça retratação ou ressarcimento judicialmente.
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