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Dinheiro
02/05/2008 - 17h26

Sob efeito de grau de investimento, Bovespa atinge nova marca histórica

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta nesta sexta-feira, ainda sob o efeito da elevação da nota de risco do Brasil para grau de investimento pela Standard & Poor's na última quarta-feira (30). A sessão foi de euforia no mercado, com o Ibovespa ultrapassando pela primeira vez os 70 mil pontos no início das operações. O dólar, por sua vez, atingiu a menor cotação em nove anos ao ser cotado a R$ 1,65 para venda.

Apesar de ter desacelerado ao longo do pregão, o Ibovespa fechou em nível recorde, aos 69.366 pontos --alta de 2,21% sobre quarta-feira. Na máxima registrada hoje, o índice chegou aos 70.973 pontos. O volume negociado foi de R$ 11 bilhões, quase o dobro da média diária verificada em abril. O dólar comercial fechou em baixa de 0,84%, cotado a R$ 1,65, menor cotação deste maio de 1999, enquanto o turismo ficou a R$ 1,75, em baixa de 2,77%.

Os papéis de segunda linha, que tradicionalmente não figuram entre as principais valorizações da Bovespa, foram destaque na sessão desta sexta-feira. "O destaque do dia não foi Vale, Petrobras e Gerdau, mas papéis de segunda linha, que estavam devendo, como os do setor da construção, aviação e bancário", disse Arthur Ferrone, operador da Souza Barros Corretora.

A obtenção do grau de investimento pelo Brasil abriu a perspectiva para os investidores avaliarem outras opções de papéis, além daqueles de maior liquidez na Bovespa, segundo Gilberto Pereira dos Santos, chefe de análise do Banco Espírito Santo.

Para Ferrone, esse movimento indica para volatilidade do mercado nos próximos dias. "Antes, havia um bloco de papéis para bombar. Agora, embaralhou tudo. A estimativa é de volatilidade, com tendência de alta. Sobe três e cai três, com destaque para construção", avaliou o operador da Souza Barros.

Entre as maiores altas da Bovespa, despontaram as ordinárias da B2W --que controla sites de varejo--, com alta de 18,14%, as preferenciais das Lojas Americanas (16,72%), as ordinárias da Rossi Residencial (15,94%), as ordinárias da Cyrela (14,66) e as preferenciais da Duratex (10,97%).

"É uma primeira correção de preços em função do grau de investimento. Os investidores estão procurando identificar outros papéis. Não dá para dizer, no entanto, que os papéis da Lojas Americanas vão manter esse patamar", disse Santos. Ele observa, no entanto, que entre as principais valorizações desta sexta-feira estão papéis que "estavam devendo uma correção técnica".

Para Álvaro Bandeira, da corretora Ágora Senior, o momento é positivo ao mercado de capitais brasileiro, que deverá passar por um momento de ajuste de preços dos ativos. "No curto prazo, pode haver barriga de queda, e eventualmente, fechar um dia no negativo, para ajustes, para depois manter a tendência de alta com consistência", avaliou Bandeira.

Dados divulgados nos Estados Unidos nesta sexta-feira também animaram o mercado e os investidores, sobretudo a eliminação de 20 mil vagas no país em abril, abaixo das expectativas. O dado foi visto como sinal de resistência da economia americana, que atravessa uma crise nos mercados imobiliário e de crédito.

Outro dado recebido com relativo otimismo foi o de pedidos às fábricas nos EUA em março, que registraram um crescimento de 1,4%, recuperando-se em relação a fevereiro, quando houve uma queda de 0,9%, e de uma queda ainda mais acentuada em janeiro, que foi de 2,3%.

"Lá fora, o cenário está mais favorável. E aqui, as expectativas são muito positivas, e no médio e longo prazo o volume de negociação deve se elevar", afirmou Bandeira.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... 4 opiniões
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Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
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Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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