Dinheiro
05/05/2008 - 09h00

Para conter preço, Conab leiloa 55 mil toneladas de arroz

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da Folha Online

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) ofertará 55 mil toneladas de arroz nesta segunda-feira, em leilão, com objetivo de regular o abastecimento do mercado nacional.

O produto está armazenado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O estoque atual do governo é de 1,4 milhão de tonelada de arroz, volume equivalente a cerca de 10% do consumo anual do mercado brasileiro.

De acordo com o gerente de alimentos básicos da Conab, Paulo Morceli, a medida contribuirá para conter os preços.""A venda dos estoques públicos vai colaborar para que o mercado atinja um preço base, bom para produtor e consumidor", explicou.

Para o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuário, do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, o Brasil não enfrenta problemas de abastecimento de arroz. "Até fevereiro de 2009, final do ciclo da cultura, o mercado interno contará com 13,8 milhões de toneladas de arroz", afirmou.

Na semana passada, o ministro de Agricultura, Reinhold Stephanes, informou que estavam suspensas as exportações de arroz dos estoques do governo. Stephanes diz que o objetivo é proteger o mercado interno. Ele disse que está preocupado com o abastecimento daqui a quatro ou cinco meses, uma vez que o preço do arroz vem aumentando muito no mercado mundial e importar está cada vez mais difícil.

O crescimento da demanda mundial por alimentos e a conseqüente alta dos preços tem sido motivo de debates ao redor do mundo nas últimas semanas. Assim, destacou Stephanes, cresceu fortemente o número de pedidos ao Brasil vindo de países da América do Sul e da África, o que pode comprometer o estoque futuro.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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