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Dinheiro
03/05/2008 - 09h57

Petrobras enfrenta dificuldades para explorar campos descobertos há anos

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da Folha Online

Em meio às descobertas de novas reservas de óleo e gás, a Petrobras apresenta dificuldades para explorar os campos já descobertos há muitos anos, informa reportagem da Folha deste sábado (íntegra do texto exclusiva para assinantes do jornal e do UOL). Os dados da empresa mostram que o reajuste dos preços dos combustíveis era inevitável, diante da queda da produção e sem a gordura nas receitas que permitia à estatal absorver a defasagem entre o preço externo dos combustíveis e o cobrado no Brasil.

De janeiro a março, a produção de óleo e gás da Petrobras no país caiu 1,4%. Se for considerada também a produção fora do país, a queda é de 1,2%. Segundo analistas, as justificativas apresentadas pela Petrobras para o desempenho ruim são manutenções de plataformas e de equipamentos. A empresa não se manifestou.

As estimativas do mercado eram que, antes do anúncio do reajuste de 10% nas refinarias, a gasolina custava cerca de 20% menos do que deveria no Brasil; o diesel, 30%. No caso do diesel, o aumento anunciado foi de 15%. Desde 2005 a Petrobras não aumentava o preço dos produtos.

Na quarta-feira, a Petrobras anunciou que a gasolina vendida às distribuidoras teria alta de 10% e, o diesel, de 15%, a partir desta sexta. No mesmo dia, o governo reduziu o a Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico) para que o aumento da gasolina não chegue ao consumidor.

A Cide, que hoje é de R$ 0,28 por litro, passará a R$ 0,18 por litro. Para o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), a redução da Cide não deve ser suficiente para segurar o repasse.

Segundo o Sincopetro, impostos, como PIS, Cofins e ICMS, incidirão sobre o novo preço. De acordo com cálculos do governo, a arrecadação com a Cide cairá de R$ 2,5 e R$ 3 bilhões por ano.

Ontem, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) garantiu que o reajuste dos combustíveis não será repassado para os consumidores. Lobão disse que as distribuidoras e os postos de gasolina que descumprirem a ordem do governo federais --repassando o aumento-- serão severamente punidos. De acordo com ele, a fiscalização será intensificada.

 

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