Banco Asiático de Desenvolvimento alerta para fim de alimentos baratos
da Efe, em Madri
O presidente do ADB (Banco Asiático de Desenvolvimento, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, advertiu neste sábado que "a época dos alimentos baratos talvez tenha chegado a seu fim".
Kuroda fez a declaração durante o primeiro dia da 41ª Assembléia do ADB, que será realizada em Madri até terça-feira (6).
O presidente do banco analisou o forte aumento do preço dos alimentos no mundo todo, e anunciou que o ADB prestará apoio econômico aos países mais afetados pela escalada dos preços, para que ajudem seus habitantes mais pobres.
Como exemplo, citou o caso do arroz, que triplicou de preço nos últimos quatro meses, algo que "não pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda".
Kuroda admitiu que ninguém na comunidade internacional havia previsto que o preço do arroz fosse aumentar desta forma nos últimos meses, e afirmou que as pessoas passaram a monopolizar esse produto por medo de que os preços continuem subindo.
Como possível solução, o presidente do ADB apontou a possibilidade de aumentar a produção agrícola para cobrir o aumento da demanda dos próximos anos.
Além disso, assinalou que a especulação não teve um papel importante, pois as reservas não aumentaram, mas caíram.
Kuroda assegurou que os habitantes dos países pobres gastam 60% de sua renda em comida e 15% em consumo de energia, e por isso ressaltou o impacto tão grande do aumento inflacionário sobre eles.
Além disso, Kuroda se mostrou contrário às políticas de subvenção petrolífera levadas a cabo por alguns países, "pois não resolvem o problema como deveriam", e defendeu as ajudas diretas aos pobres.
Em relação ao uso de biocombustíveis, o presidente do ADB expressou sua cautela, embora tenha reconhecido que podem ser úteis para reduzir as emissões poluentes.
Kuroda expressou seu agradecimento aos países doadores do ADB pela aprovação, nesta sexta-feira, em Madri, do aumento de 60% no montante total destinado aos países mais necessitados da região, atingindo 7,331 bilhões de euros para os próximos quatro anos.
No marco desta primeira sessão da Assembléia, foi realizado um seminário sobre a situação atual de dois países da região, a Índia e China, no qual participaram especialistas de ambos os países.
Os analistas indianos foram unânimes ao enaltecer a política de infra-estrutura e de reformas trabalhistas que está sendo desenvolvida na China, enquanto os chineses destacaram o bom funcionamento do sistema educacional da Índia e a participação do setor privado em sua economia.
O ADB, criado em 1966, é uma instituição financeira multilateral cujo objetivo é reduzir a pobreza e melhorar a qualidade de vida dos países mais pobres da Ásia e do Pacífico, mediante o financiamento de projetos em condições vantajosas, o fornecimento de assistência técnica e a difusão de conhecimento.
Na atualidade, a instituição conta com 67 membros --48 da região Ásia-Pacífico e 19 países de fora da região-- sendo Estados Unidos e Japão seus principais acionistas.
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Especial


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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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