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Dinheiro
04/05/2008 - 10h12

Setor de álcool eleva em 565% os pedidos de crédito ao BNDES

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da Folha Online

As críticas de organismos internacionais à produção de biocombustíveis não reduziram o apetite do empresariado de investir no setor, e os pedidos de financiamento para a construção de usinas de álcool cresceram 565,13% de janeiro a abril ante igual período do ano passado, segundo dados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em reportagem da Folha deste domingo (íntegra do texto exclusiva para assinantes do jornal e do UOL).

No período o valor somou R$ 2,338 bilhões e se refere a pedidos em fase de enquadramento, quando já foram encaminhados formalmente ao banco e ocorre a apresentação dos projetos. Até o fim de 2007, a carteira do banco (que inclui operações em análise e as já aprovadas) do setor sucroalcooleiro somava R$ 19,751 bilhões. De 2001 a 2007, o crescimento médio anual dos desembolsos para novos projetos de produção de álcool foi de 312,3%.

Em abril, o relator especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Jean Ziegler (que deixou o cargo na semana passada), disse que a produção em massa de biocombustíveis representa um "crime contra a humanidade" por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos.

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à declaração de Ziegler e disse que descartar a produção de biocombustíveis é o "verdadeiro crime contra a humanidade". Lula também chamou de "palpiteiros" os que têm relacionado a alta dos preços dos alimentos com a produção de biocombustíveis.

Lula disse que a alta recente nos preços dos alimentos não tem uma única explicação. Entre as causas, o presidente relacionou o aumento no preço do petróleo, a quebra em safras de mundo todo, o aumento no valor dos fretes, as variações cambiais, a especulação financeira e o aumento no consumo em países como China, Índia e da África e América Latina.

Em entrevista publicada no jornal francês "Le Monde", na última sexta-feira (2), o novo relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, pediu limites à produção de biocombustíveis para fazer frente à alta dos alimentos.

Ao falar do efeito do crescimento da produção de biocombustíveis, acusados de influenciar em alta o preço dos alimentos, disse que apesar de não defender uma moratória no sentido jurídico, e de ter consciência de que não há volta quando se vê o peso que têm em um país como o Brasil, é preciso impor limites.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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