Banco asiático pede "resposta imediata" à alta de preços dos alimentos
da France Presse, em Madri
da Folha Online
O presidente do ADB (Banco Asiático de Desenvolvimento, na sigla em inglês) pediu nesta segunda-feira uma "resposta imediata" ao aumento dos preços dos alimentos, advertindo que essa situação poderá deixar um bilhão de pessoas desnutridas e prejudicar o crescimento econômico da região asiática.
"Esse aumento dos preços tem uma cruel dimensão humana e afetará gravemente cerca de um bilhão de pessoas na Ásia e no Pacífico. Seu poder aquisitivo foi afetado e estas pessoas correm um risco maior de caírem na fome e na desnutrição", declarou o presidente do banco, Haruhiko Kuroda, na abertura da 41ª assembléia anual do banco, realizada em Madri.
"Devemos nos centrar no aumento dos preços e em nossa resposta imediata", afirmou.
Os preços dos alimentos quase duplicaram no mundo nos últimos três anos, de acordo com o Banco Mundial, o que provocou revoltas em abril no Egito e no Haiti, manifestações em vários países e restrições às exportações de vários produtores, entre eles Brasil, Vietnã, Índia e Egito.
Kuroda pediu "uma gestão macroeconômica prudente" junto com ajudas econômicas para proteger o direito à alimentação dos mais pobres.
"A ausência destas medidas poderá afetar seriamente a luta mundial contra a pobreza e prejudicar o crescimento das últimas décadas", advertiu.
No sábado, Kuroda disse que "a época dos alimentos baratos talvez tenha chegado a seu fim". Ele admitiu que ninguém na comunidade internacional havia previsto que o preço do arroz fosse aumentar desta forma nos últimos meses, e afirmou que as pessoas passaram a monopolizar esse produto por medo de que os preços continuem subindo.
Como possível solução, o presidente do ADB apontou a possibilidade de aumentar a produção agrícola para cobrir o aumento da demanda dos próximos anos.
Segundo ele, os habitantes dos países pobres gastam 60% de sua renda em comida e 15% em consumo de energia, e por isso ressaltou o impacto tão grande do aumento inflacionário sobre eles.
Em relação ao uso de biocombustíveis, o presidente do ADB expressou sua cautela, embora tenha reconhecido que podem ser úteis para reduzir as emissões poluentes.
O ADB, criado em 1966, é uma instituição financeira multilateral cujo objetivo é reduzir a pobreza e melhorar a qualidade de vida dos países mais pobres da Ásia e do Pacífico, mediante o financiamento de projetos em condições vantajosas, o fornecimento de assistência técnica e a difusão de conhecimento.
Na atualidade, a instituição conta com 67 membros --48 da região Ásia-Pacífico e 19 países de fora da região-- sendo Estados Unidos e Japão seus principais acionistas.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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