Dinheiro
05/05/2008 - 11h53

Banqueiro suíço desvincula especulação da alta nos preços dos alimentos

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da Efe, em Genebra

O presidente da Associação de Banqueiros Suíços, Pierre Mirabaud, rebateu hoje o argumento de que os fundos especulativos são um dos maiores responsáveis do forte aumentos dos preços de alguns produtos agrícolas básicos, o que provocou uma crise alimentícia em vários países em desenvolvimento.

"A especulação acompanhou o movimento [de alta] dos preços, mas não é responsável pela tendência", defendeu o representante da associação bancária.

Afirmou que "é um grave erro misturar o ocorrido com o setor de 'subprimes' [créditos de alto risco nos Estados Unidos] com o aumento do preço do arroz. Não têm nada a ver."

A alta espetacular do preço das matérias-primas está relacionada mais ao forte crescimento dos "países emergentes", afirmou Mirabaud.

O problema dos preços dos alimentos, no entanto, exige uma "resposta imediata", disse hoje o presidente do ADB (Banco Asiático de Desenvolvimento, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda. "Esse aumento dos preços tem uma cruel dimensão humana e afetará gravemente cerca de um bilhão de pessoas na Ásia e no Pacífico. Seu poder aquisitivo foi afetado e estas pessoas correm um risco maior de caírem na fome e na desnutrição", disse Kuroda. "Devemos nos centrar no aumento dos preços e em nossa resposta imediata."

Os preços dos alimentos quase duplicaram no mundo nos últimos três anos, de acordo com o Banco Mundial, o que provocou revoltas em abril no Egito e no Haiti, manifestações em vários países e restrições às exportações de vários produtores, entre eles Brasil, Vietnã, Índia e Egito.

Como possível solução, o presidente do ADB apontou a possibilidade de aumentar a produção agrícola para cobrir o aumento da demanda dos próximos anos. Segundo ele, os habitantes dos países pobres gastam 60% de sua renda em comida e 15% em consumo de energia, e por isso ressaltou o impacto tão grande do aumento inflacionário sobre eles.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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