"Cartel do arroz" teria efeito benéfico, diz primeiro-ministro do Camboja
da France Presse, em Phnom Penh (Camboja)
O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, assegurou nesta segunda-feira que a criação de um cartel do arroz do Sudeste Asiático, seguindo o modelo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), garantiria a segurança alimentar mundial e não aumentaria a fome e a pobreza.
O primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej, anunciou na semana passada um acordo de princípio para a criação de um cartel do arroz com poder para fixar os preços entre Tailândia, Mianmar, Laos, Vietnã e Camboja.
Este cartel de nações banhadas pelo rio Mekong funcionaria de maneira similar à Opep e seria denominada Opea (Organização de Países Exportadores de Arroz).
Hun Sen afirmou em uma cerimônia de colação de grau em Phnom Penh que o cartel não tentaria manipular os mercados e buscaria garantir a segurança alimentar mundial.
"Não só garantiremos a segurança alimentar a cada um de nossos países, como também ajudaremos a resolver todo o problema da escassez (de alimentos) na região e no mundo", afirmou Hun Sen.
"Quando houver escassez, não armazenaremos arroz ou aumentaremos os preços" acrescentou. "Realmente queremos ajudar a garantir a segurança alimentar", disse.
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