Dinheiro
05/05/2008 - 14h38

Assessor da ONU critica promoção de biocombustíveis na Europa e EUA

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da France Presse, em Bruxelas

O economista americano Jeffrey Sachs, assessor especial do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), pediu hoje a redução dos programas americano e europeu de promoção dos biocombustíveis que, segundo ele, "não têm sentido" ante a crise alimentar mundial.

"Devemos reduzir de forma significativa nossos programas de biocombustíveis, compreensíveis quando os preços dos alimentos eram muito mais baixos e as reservas de alimentos maiores. Não têm sentido hoje em dia, em condições de fome mundial", declarou Sachs durante entrevista à imprensa no Parlamento em Bruxelas.

Sachs reconheceu que o impacto do programa americano era mais significativo, embora tenha destacado que os biocombustíveis europeus --limitados no momento, mas que devem aumentar 10% em 2020-- também tenham um "verdadeiro impacto".

"Recomendaria pelo menos uma revisão dos dois [programas, o americano e o europeu] em função das novas condições do mercado", insistiu o assessor especial de Ban Ki-moon encarregado dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento.

Sachs, que vinculou a crise alimentar ao aumento da demanda e às catástrofes climáticas, pediu que o problema não fosse respondido unicamente através de uma ajuda de emergência.

"A primeira etapa deveria ser ajudar os pequenos agricultores na África e em outras regiões de pequena receita a aumentar seu rendimento", oferecendo-lhes a tecnologia necessária, indicou Sachs.

O programa mundial de alimentos da ONU busca financiamento para uma ajuda de emergência de US$ 755 milhões.

Segundo o Banco Mundial, 33 países do mundo estão ameaçados por problemas políticos e desordens sociais como parte do aumento brutal dos preços dos produtos agrícolas e energéticos.

Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
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Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
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