Vendas do comércio crescem 7,3% no trimestre em SP, informa Fecomercio
da Folha Online
As vendas no comércio da região metropolitana de São Paulo cresceram 7,3% no primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgada nesta segunda-feira. No mês de março, a variação foi de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A maior elevação em março ocorreu no setor de vestuário, tecidos e calçados (18,1%), enquanto a principal queda foi nas lojas de autopeças e acessórios (-30,4%).
O crédito em expansão e os índices de emprego e de renda em recuperação na região metropolitana de São Paulo são os principais responsáveis pelo desempenho, segundo a entidade. "São variáveis que impactam decisivamente na confiança do consumidor, elevando a sua propensão ao consumo. A tendência é que esse cenário na área do consumo prevaleça até o final do primeiro semestre do ano", avalia a Fecomercio-SP.
O setor de vestuário, tecidos e calçados registrou o vigésimo mês de crescimento consecutivo do faturamento real e a maior elevação em vendas entre os segmentos pesquisados pela Fecomercio, com alta de 18,1% no mês de março. No trimestre, a expansão foi de 19,6%.
As lojas de Materiais de Construção registraram em março alta de 16,6% ante igual período de 2007, e de 19,6% no acumulado do ano.
O segmento de supermercados teve crescimento de 14,1% em março --o melhor desempenho dos últimos seis anos. Nos três primeiros meses do ano, a alta é de 8,3%. O faturamento do comércio de móveis e decoração cresceu 13,4% em março, e no trimestre, 12,5%.
As lojas de eletrodomésticos e eletrônicos anotaram alta de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a expansão foi de 18%. Já as concessionárias de veículos apresentaram em março crescimento de 3,2% em março e de 10% de janeiro a março deste ano.
Negativo
Farmácias e perfumarias registraram queda no faturamento real, de 1,1% em março deste a no. No acumulado do ano, a atividade apresenta alta de 1,1%. As lojas de departamentos também registraram recuo de 8,5% em março e de 11,9% no trimestre. Queda maior ainda registrou o comércio de autopeças e acessórios: de 30,4% no faturamento de março e de 28,5% nos primeiros três meses do ano.
"Esse comportamento decorreu, principalmente, da oferta de produtos importados, sobretudo chineses, fator que provoca quedas sensíveis nos preços médios, em razão dos custos menores e da valorização do real. O maior volume das vendas de veículos novos também contribui, no curto prazo, para a redução dos gastos com trocas de peças e manutenção", avalia a Fecomercio.
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