Dinheiro
06/05/2008 - 02h03

Indonésia estuda possibilidade de deixar a Opep

da Folha Online

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou nesta terça-feira que seu país estuda a possibilidade de deixar a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), por não ser mais um "exportador líquido da commodity".

Em conversa com governadores e líderes regionais do país, o presidente afirmou que ainda não havia decidido se "continua com a Opep ou se deixa a organização temporariamente". "Nossos poços estão secando", indicou durante um discurso retransmitido pela televisão estatal.

Para Yudhoyono, a Indonésia precisa se concentrar em elevar sua produção interna, a qual foi reduzida a menos de um milhão de barris por dia.

Além disso, nos últimos anos se transformou em importador de petróleo, para satisfazer à crescente demanda energética do maior arquipélago do mundo e do quarto país mais povoado do planeta, com quase 240 milhões de habitantes.

A Indonésia, que foi um dos membros mais ativos da organização, admitiu no ano passado que suas reservas de petróleo se esgotarão em 2020.

Em virtude disso, o governo decidiu relançar seu programa de energia nuclear, que tinha paralisado desde a crise financeira asiática de 1997-1998.

A cesta da Opep é calculada com base em uma cesta de treze tipos da commodity, calculada com base nos produtos de seus 13 membros.

Também pertencem à Opep, que monopoliza cerca de 40% da produção mundial de petróleo, Argélia, Angola, Equador, Iraque, Irã, Kuwait, Líbia, Nigéria, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

Nesta segunda-feira (5), o preço do barril de petróleo chegou perto da barreira dos US$ 120 em Nova York, puxado por declarações do presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, que disse a um jornal argelino que o preço pode atingir US$ 200.

Em entrevista ao jornal estatal argelino "El Moudhajid", na semana passada, Khelil disse que os preços podem subir até US$ 200, mesmo que considere que a oferta do produto é adequada, devido à desvalorização do dólar --moeda pelo qual a commodity é cotada.

Há duas semanas, o barril da organização bateu oito recordes consecutivos de preço.

Com Efe e Associated Press

 

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