Dinheiro
06/05/2008 - 11h53

Entrada de dólares após grau de investimento não será problema, diz Fazenda

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou hoje que o aumento da entrada de dólares no país por causa da obtenção do grau de investimento pelo Brasil não será um problema, já que a taxa de câmbio tende a se equilibrar no longo prazo.

"Num regime de câmbio flutuante, as contas do balanço de pagamentos tendem a se equilibrar e o câmbio tende a se ajustar", disse Appy. "Eu não diria que essa enxurrada de dólares seja um problema. Existe sim uma preocupação do governo brasileiro em garantir condições de competitividade para suas empresas e isso vai aparecer de forma clara, por exemplo, na política industrial."

Ele também afirmou que o país tende a se beneficiar da nova classificação de risco concedida pela agência Standard & Poor's (S&P) na semana passada, quando o Brasil entrou na lista dos países mais seguros para se investir.

"Uma das conseqüências do 'investment grade' é reduzir o custo de capital, reduzir o custo de financiamento da dívida pública e estimular o investimento e uma maior solidez nas contas fiscais do Brasil", afirmou.

Méritos

Em relação aos "méritos" pela melhora do país na visão dos investidores internacionais, Appy afirmou que esse "upgrade" se deve também ao esforço do governo em melhorar as contas públicas e não apenas à política de controle da inflação do Banco Central.

"A agência elogiou a política econômica do Brasil de forma geral. É um conjunto de políticas públicas envolvendo a política fiscal, a política monetária e o compromisso que esse governo tem com a solidez macroeconômica", afirmou.

Em relação ao aumento dos gastos públicos, Appy disse que o governo tem condições de financiar suas políticas sociais sem abandonar os compromissos de responsabilidade fiscal. Ele citou o Bolsa Família, "que tem um custo elevado, mas perfeitamente financiável".

"O Brasil tem mostrado que é possível compatibilizar uma política fiscal responsável, que vem assegurando ano a ano uma redução no endividamento do país, com uma política social que enfrente os grandes desafios colocados pela desigualdade de renda que nós temos", afirmou.

Comentários dos leitores
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Lula é um grande presidente.Político notável.O PT faz um grande trabalho.O Brasil ganha com isso. 26 opiniões
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AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
EHH FHC,,,,
DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
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José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
Por que de agora em diante eu serei PSOL, mesmo sabendo que se um dia o partido subir ao poder será igual aos outros?
Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
Porque mesmo sabendo que existem jornalistas parciais, eles não chegam com toda força nas manchetes porque suas matérias passam pelo chefe de redação, editoria, conselho editorial etc. Porque existe a figura do ombudsman que pode ter as suas observações contestadas pela editoria, mas não pode ser calado.
Sou a favor das matérias investigativas, das denúncias e da preservação das fontes. Quem se sentir prejudicado que conteste e peça retratação ou ressarcimento judicialmente.
IMPRENSA LIVRE: Continue radical contra as bandalheiras do governo e da oposição. Invista no jornalismo investigativo porque as denúncias de falcatruas são a NOSSA SALVAÇÃO!
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