Financiamento de veículos puxou crédito no 1º trimestre, diz Itaú
YGOR SALLES
da Folha Online
O banco Itaú apontou o financiamento de veículos como o principal motivo para a ampliação de sua carteira de crédito no primeiro trimestre do ano.
Segundo os dados da empresa, a carteira de empréstimos para financiamento de veículos atingiu R$ 32,727 bilhões ao final do trimestre --65% a mais do que o mesmo período do ano passado.
Já a carteira de crédito total avançou 36,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2007, passando de R$ 101,071 bilhões para R$ 137,691 bilhões.
Os dados constam do resultado consolidado do banco, que obteve lucro líquido de R$ 2,043 bilhões, com alta de 7,4% sobre a mesma base de comparação.
"O principal componente do crescimento do crédito foi a Pessoa Física, em especial em veículos", disse Silvio de Carvalho, Diretor Executivo de Controladoria do Itaú. "As empresas também vieram fortes neste ano, principalmente as pequenas e médias."
O empréstimo para empresas cresceu 34,3% no primeiro trimestre na comparação com igual período de 2007, atingindo R$ 62,616 bilhões. A alta foi mais profunda entre pequenas e médias empresas (49,9%) do que para as grandes empresas (25,5%).
Carvalho informou que o banco pretende elevar sua carteira de financiamento de veículos entre 40% e 45% neste ano, enquanto que o crédito em geral deve se elevar entre 25% e 30%.
Essas previsões já foram feitas no início do ano, e não serão revistas devido ao aumento da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central --já subiu 0,5 ponto percentual em meados de abril, e o mercado espera novas altas-- nem devido à obtenção do grau de investimento pelo Brasil segundo a classificação da agência Standard & Poor's.
"Não revisaremos as metas", disse Carvalho. "Elas já estão grandes o suficiente."
Inadimplência
Devido ao aumento da carteira de crédito, o Itaú também elevou sua PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) em 23%, para R$ 1,845 bilhão. Em compensação, o índice de inadimplência cujas operações estão vencidas há mais de 60 dias caiu de 5% para 4,3% da carteira total entre o primeiro semestre do ano passado e o desse ano.
"Os níveis [de inadimplência e provisão] estão de acordo com o crescimento da carteira", disse Carvalho.
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