Dinheiro
06/05/2008 - 12h52

Moody's aponta dívida pública como principal razão para manter rating do Brasil

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da Folha Online

A agência Moody's apontou a dívida pública brasileira como um dos principais empecilhos à melhora na avaliação do rating soberano do país) (nota de risco de crédito), em seu relatório anual sobre o Brasil divulgado nesta terça-feira.

Entenda o que é "rating" ou nota de risco

A atual nota (Ba1) concedida pela Moody's ainda classifica o país como grau especulativo, categoria que engloba nações de maior risco de crédito na comparação com países da categoria grau de investimento.

"A informação disponível confirma o que os indicadores da dívida pública do Brasil estão fora de linha com os parâmetros para [a classificação] 'grau de investimento' e, em alguns casos, também em relação ao grupo [dos países] que não é 'grau de investimento'", afirma a equipe de analistas da agência em seu relatório.

"Nestas condições, a ausência de fatores que possam realmente compensar os riscos associados ao relativamente alto débito governamental constrangem as perspectivas de uma melhora no rating", acrescenta a nota.

Na semana passada, a agência Standard & Poor's revisou para cima o rating concedido ao Brasil, melhorando a classificação geral para grau de investimento.

Em seu comunicado oficial, porém, a equipe de analistas da agência também manifesta preocupação com a dívida pública brasileira --em comparação com o PIB (Produto Interno Bruto)--, mas ressalta outros fatores, como o alto nível das reservas internacionais, para justificar sua decisão.

A outra agência influente de classificação de risco, a Fitch, confirmou que reavalia a nota de risco brasileira. No mercado já se especula que esta empresa pode anunciar novidades sobre o rating brasileiro no curto prazo.

Analistas acreditam, porém, que a Moody's deve ter uma avaliação bem mais rigorosa sobre a economia brasileira e ser a última agência das três a melhorar o status de devedor do Brasil.

O rating é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. Esse rating é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara essa avaliação desses títulos, baseado nas condições do emissor, para que os potenciais compradores avaliem os riscos.

Comentários dos leitores
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Edivaldo Tavares (16) 31/05/2008 18h16
Lula é um grande presidente.Político notável.O PT faz um grande trabalho.O Brasil ganha com isso. 26 opiniões
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AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
AGUINALDO VENANCIO (1445) 31/05/2008 15h18
EHH FHC,,,,
DEBELASTES O MOSTRO DA INFLAÇÃO COM SABEDORIA E COMPETÊNCIA...
SEMEATES O SOLO, PARA QUE OS QUE VIESSEM DEPOIS DE TI, PLANTASSEM COM A MESMA COMPETÊNCIA AS SEMENTES PARA QUE ,APROVEITANDO-SE DO CENÁRIO ECONOMICO INTERNACIONAL FAVORÁREL, ALACANCASSEMOS UM CRESCIMENO DIGNO COM AS OPORTUINIDADES...
MAS, ALEM DE NADA DISSO ACONTECER, ESTAO RESCUSSITANDO O MOSTRO DA INFLAÇÃO...
MAS OS ESCÂDALOS, A PTZADA ALOPRADA FOI MUITO COMPETENTE...
FAZER O QUE NE?
DA PRA COMPARAR???
QUE DESGRAÇA!
16 opiniões
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José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
José Cláudio Martins (106) 31/05/2008 11h37
Por que de agora em diante eu serei PSOL, mesmo sabendo que se um dia o partido subir ao poder será igual aos outros?
Por que chegamos num determinado ponto em que só o radicalismo poderá reduzir: as mordomias, as gastanças dos cartões corporativos, os auto-aumentos de salários, as milionárias verbas de campanha, os mensalões, os PACs eleitoreiros indiscriminados, os impostos e os juros absurdos, a destruição da Amazônia, o amor promíscuo de Lula com Hugo Chavez e Morales, as super-verbas de campanha, os cofres-cuecas dos professores de pós-doutorado do PC Farias e do Collor, os relatórios confidenciais governamentais usados como armas de intimidação, as barganhas de cargos públicos, dos conchavos entre partidos para votações tipo CPMF/CSS e mais outras centenas de absurdos.
Por que sou a favor da imprensa LIVRE?
Porque mesmo sabendo que existem jornalistas parciais, eles não chegam com toda força nas manchetes porque suas matérias passam pelo chefe de redação, editoria, conselho editorial etc. Porque existe a figura do ombudsman que pode ter as suas observações contestadas pela editoria, mas não pode ser calado.
Sou a favor das matérias investigativas, das denúncias e da preservação das fontes. Quem se sentir prejudicado que conteste e peça retratação ou ressarcimento judicialmente.
IMPRENSA LIVRE: Continue radical contra as bandalheiras do governo e da oposição. Invista no jornalismo investigativo porque as denúncias de falcatruas são a NOSSA SALVAÇÃO!
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