Dinheiro
06/05/2008 - 12h56

Banco Asiático doa US$ 500 milhões para luta contra a crise alimentar

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da France Presse, em Madri

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD) anunciou nesta terça-feira em Madri que destinará US$ 500 milhões em ajuda financeira aos países da região mais afetados pela crise alimentar.

"O BAsD dará US$ 500 milhões em ajuda financeira imediata aos países mais afetados para que possam colocar alimentos na mesa dos desfavorecidos, pobres e necessitados", anunciou o presidente do banco, Haruhiko Kuroda, no encerramento da 41ª assembléia anual da instituição, em Madri.

Ontem, Haruhiko Kuroda pediu uma "resposta imediata" ao aumento dos preços dos alimentos, advertindo que essa situação poderá deixar um bilhão de pessoas desnutridas e prejudicar o crescimento econômico da região asiática.

Os preços dos alimentos quase duplicaram no mundo nos últimos três anos, de acordo com o Banco Mundial, o que provocou revoltas em abril no Egito e no Haiti, manifestações em vários países e restrições às exportações de vários produtores, entre eles Brasil, Vietnã, Índia e Egito.

O ADB (na sigla em inglês), criado em 1966, é uma instituição financeira multilateral cujo objetivo é reduzir a pobreza e melhorar a qualidade de vida dos países mais pobres da Ásia e do Pacífico, mediante o financiamento de projetos em condições vantajosas, o fornecimento de assistência técnica e a difusão de conhecimento.

Na atualidade, a instituição conta com 67 membros --48 da região Ásia-Pacífico e 19 países de fora da região-- sendo Estados Unidos e Japão seus principais acionistas.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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