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Dinheiro
06/05/2008 - 13h16

Inflação dos alimentos deve mais que dobrar em maio, prevê Fipe

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

Atualizada às 15h40

A alimentação deve continuar a pressionar a inflação em São Paulo em maio, com destaque para itens básicos, como arroz, carnes e leite. Para este mês, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) projeta inflação de 1,81% para o grupo, ante variação de 0,84% em abril.

Para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) geral, a projeção é de 0,58% em maio (após alta de 0,54% em abril), e para o ano, a instituição elevou a estimativa de 4,1% para 4,5%.

"O cenário de inflação [para o ano] é otimista para alimentação, que se traduz também para o IPC. A taxa pode ser pior [para alimentação] neste ano, mas melhor que no ano passado. Se tiver problema de custo agrícola, deve piorar", disse Márcio Nakane, coordenador da pesquisa.

Para alimentação, a Fipe projeta taxa anual de preços de 9%, mas em 12 meses fechados em abril, o acumulado já está com alta de 12,32%.

Em um cenário menos favorável para alimentos, com variação de preços da ordem de 11% para a taxa do ano, segundo Nakane, o IPC pode chegar a 5% em dezembro, na taxa anualizada. "Facilmente se chega a IPC de 5% com canários piores para alimentação."

Arroz, carne e leite

Segundo o levantamento da Fipe, em abril, a inflação de alimentos (0,84%) foi puxada pelos itens semi-elaborados, com destaque para arroz, carnes e leites, que acenam com perspectiva de manter a alta de preços também em maio.

O arroz, que registrou variação negativa na terceira apuração do mês passado, de 1,24%, registrou inflação de 0,6% no fechamento do mês (que é a média das quatro semanas que compõem o índice) e de 7,4% na última prévia, em uma indicação de aceleração dos preços.

No caso das carnes, a bovina teve deflação de 0,61% na terceira semana, inflação de 0,42% no índice fechado e de 2,62% na quarta e última prévia do mês, também em um indício de elevação dos preços. Já o leite longa vida fechou o mês com alta de 3,48%.

Grupos

Em maio, o único grupo que deve ampliar a variação sobre abril é mesmo o de alimentos, com relativa estabilidade para Educação --de alta de 0,04% para 0,05%.

Em Habitação, a inflação prevista neste mês é de 0,11%, contra 0,47% em abril; em Saúde de 0,75% ante 1% de abril. Os grupos de Transporte (0,17% em maio contra 0,25% de abril), Despesas Pessoais (0,25% contra 0,38%) e Vestuário (0,4% ante 0,64%) devem desacelerar.

Comentários dos leitores
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Armando Malato (155) 21/06/2009 21h00
Através do PAP (Plano Agricola e Pecuario), o Ministério da Agricultura, acaba de alocar uma verba de 107,5 bilhões, para incentivo da Agricultura e da Pecuária no Brasil. Diante desta manifestação de estimulo, por parte do govêrno, fico sem compreender as razões do entrave que o próprio governo manifesta com estas atividades na região norte do país, onde os produtores, com seus próprios recursos, procuram desenvolver ainda mais a agro-industria, sendo tolhidos com o pretêxto da manutenção da floresta amazônica. Onde já se viu criar gado e fazer cultivos agricolas dentro da mata virgem. Nesse caso, esta região está fadada ao sub-desenvolvimento ao não se poder desenvolver os principais meios de captação de riqueza para a área acima citada, ficando este privilégio para o sul sudeste e nordeste, que juntos representam, mais ou menos a metade do território brasileiro, ficando esta outra metade incultivavel, servindo apenas para criação de indios e selvas, com um
imensuravel território de terras ociosas, sem levar em consideração a imensa riqueza do sub-solo.
Afinal de contas, a quem interessa este procedimento?. Tenho sempre visto este aspecto pelo lado incógnito, já que, de qualquer forma, esta mesma floresta vem sendo explorada aceleradamente, por madeireiros estrangeiros, de forma clandestina, conforme as próprias estatisticas que se conhecem pelos dados publicados pelo INCRA, sem que medidas paliativas sejam tomadas.
Então por que não optar pela agro-pecuária?
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Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
Yvonne Ferreira (462) 19/06/2009 12h19
A desigualdade extrema é inaceitável.
O Brasil fervilha de vida desmesurada frustrada dispersa.
2 opiniões
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Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Ademir Gabarron Perez (1) 19/06/2009 11h34
Em 2006 numa pesquisa encomendada pela ONU apurou-se que se fosse destinado o que é gasto em apenas 1 (um minuto!!!) em armamento daria para acabar a fome mundial. Daá, não sabem o que fazer? 1 opinião
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