Inflação dos alimentos deve mais que dobrar em maio, prevê Fipe
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
Atualizada às 15h40
A alimentação deve continuar a pressionar a inflação em São Paulo em maio, com destaque para itens básicos, como arroz, carnes e leite. Para este mês, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) projeta inflação de 1,81% para o grupo, ante variação de 0,84% em abril.
Para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) geral, a projeção é de 0,58% em maio (após alta de 0,54% em abril), e para o ano, a instituição elevou a estimativa de 4,1% para 4,5%.
"O cenário de inflação [para o ano] é otimista para alimentação, que se traduz também para o IPC. A taxa pode ser pior [para alimentação] neste ano, mas melhor que no ano passado. Se tiver problema de custo agrícola, deve piorar", disse Márcio Nakane, coordenador da pesquisa.
Para alimentação, a Fipe projeta taxa anual de preços de 9%, mas em 12 meses fechados em abril, o acumulado já está com alta de 12,32%.
Em um cenário menos favorável para alimentos, com variação de preços da ordem de 11% para a taxa do ano, segundo Nakane, o IPC pode chegar a 5% em dezembro, na taxa anualizada. "Facilmente se chega a IPC de 5% com canários piores para alimentação."
Arroz, carne e leite
Segundo o levantamento da Fipe, em abril, a inflação de alimentos (0,84%) foi puxada pelos itens semi-elaborados, com destaque para arroz, carnes e leites, que acenam com perspectiva de manter a alta de preços também em maio.
O arroz, que registrou variação negativa na terceira apuração do mês passado, de 1,24%, registrou inflação de 0,6% no fechamento do mês (que é a média das quatro semanas que compõem o índice) e de 7,4% na última prévia, em uma indicação de aceleração dos preços.
No caso das carnes, a bovina teve deflação de 0,61% na terceira semana, inflação de 0,42% no índice fechado e de 2,62% na quarta e última prévia do mês, também em um indício de elevação dos preços. Já o leite longa vida fechou o mês com alta de 3,48%.
Grupos
Em maio, o único grupo que deve ampliar a variação sobre abril é mesmo o de alimentos, com relativa estabilidade para Educação --de alta de 0,04% para 0,05%.
Em Habitação, a inflação prevista neste mês é de 0,11%, contra 0,47% em abril; em Saúde de 0,75% ante 1% de abril. Os grupos de Transporte (0,17% em maio contra 0,25% de abril), Despesas Pessoais (0,25% contra 0,38%) e Vestuário (0,4% ante 0,64%) devem desacelerar.
Leia mais
- Economistas aumentam previsão para a inflação e crescimento, diz BC
- Repasse do aumento da gasolina ao consumidor é inevitável, dizem postos
- Bernardo descarta controle de preços de combustíveis pelo governo
- Inflação é minha preocupação cotidiana, diz Lula
- Bancos apostam em alta do juro e em inflação acima do centro da meta em 2008
- Inflação medida pelo IGP-M desacelera e sobe 0,69% em abril, diz FGV
Livraria
- Coleção "Biblioteca Valor" explica principais conceitos de economia
- Livro ensina famílias a organizar o orçamento da casa
- Entenda transgênicos, doenças em animais, agrotóxicos e outras questões sobre alimentos
Especial


imensuravel território de terras ociosas, sem levar em consideração a imensa riqueza do sub-solo.
Afinal de contas, a quem interessa este procedimento?. Tenho sempre visto este aspecto pelo lado incógnito, já que, de qualquer forma, esta mesma floresta vem sendo explorada aceleradamente, por madeireiros estrangeiros, de forma clandestina, conforme as próprias estatisticas que se conhecem pelos dados publicados pelo INCRA, sem que medidas paliativas sejam tomadas.
Então por que não optar pela agro-pecuária?
avalie fechar
O Brasil fervilha de vida desmesurada frustrada dispersa.
avalie fechar
avalie fechar