Dinheiro
06/05/2008 - 15h42

Reajuste do arroz chega ao consumidor; pão lidera inflação de alimentos

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A alta do preço do arroz chegou a consumidor, segundo o IPC (Índice de Preço ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) de abril, divulgado nesta terça-feira. Pressionado pela demanda mundial aquecida e pela preocupação com a falta do produto em vários países, o arroz, que já vinha em elevação no atacado, fechou abril com inflação de 0,6%, após deflação de 1,23% em março.

Segundo o levantamento da Fipe em São Paulo, em abril, a inflação de alimentos (0,84%) foi puxada pelos itens semi-elaborados, com destaque para arroz, carnes e leites, que acenam com perspectiva de manter a alta de preços também em maio.

Tuca Vieira/Folha Imagem
Segundo a FGV, o arroz acumula variação de 25,62% nos últimos 12 meses no atacado
Segundo a FGV, o arroz acumula variação de 25,62% nos últimos 12 meses no atacado

O arroz, que registrou variação negativa na terceira apuração do mês passado, de 1,24%, registrou inflação de 0,6% no fechamento do mês (que é a média das quatro semanas que compõem o índice) e de 7,4% na última prévia, em uma indicação de aceleração dos preços.

No caso das carnes, a bovina teve deflação de 0,61% na terceira semana, inflação de 0,42% no índice fechado e de 2,62% na quarta e última prévia do mês, também em um indício de elevação dos preços. Já o leite longa vida fechou o mês com alta de 3,48%.

"Alimentação de uma forma geral vai estar em alta. Nos próximos levantamentos, vamos ouvir falar muito de arroz e carne, e continuam os derivados de trigo e leite", disse Nakane.

Vera Gonçalves/Folha Imagem
Alta do trigo forçou reajuste do pão francês; Sindipan projetou alta de 10% em São Paulo
Alta do trigo forçou reajuste do pão francês; Sindipan projetou alta de 10% em São Paulo

"Os produtos industrializados e "in natura" apresentaram variações menores em abril, ainda que em patamar elevados."

Conforme o levantamento da Fipe, o pão francês teve a maior contribuição no IPC --que ficou em 0,54% -- entre os itens de alimentação, com variação de 8,87% em abril, a maior alta desde a primeira prévia do mês de dezembro de 2002. A farinha de trigo, por sua vez, subiu 7,46%.

Segundo Nakane, as notícias não são boas em relação à tendência do preço do pão francês: na penúltima apuração de abril, a variação foi de 9,29%, e na última, de 9,68%.

Por outro lado, a farinha desacelerou, de 14,93% para 7,05% na última prévia do mês.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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