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Dinheiro
07/05/2008 - 12h33

Acordo em Doha pode oferecer soluções para crise de alimentos, diz OMC

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da Reuters

A OMC (Organização Mundial do Comércio) não pode oferecer uma solução imediata ao aumento dos preços dos alimentos, mas um acordo na Rodada Doha pode abrir o comércio mundial e trazer soluções a longo prazo, disse o chefe da organização, Pascal Lamy, nesta quarta-feira.

No entanto, para cumprir a meta de concluir as negociações neste ano, a OMC precisa avançar nas próximas semanas, segundo declaração Lamy ao conselho geral da entidade, em documento obtido pela Reuters.

"Apesar de a OMC não poder oferecer nenhuma ajuda imediata, que resolva a crise atual, ela pode, através das negociações da Rodada Doha, oferecer soluções de médio a longo prazo", afirmou Lamy.

Um novo acordo comercial poderia ajudar a aliviar o impacto da alta dos preços ao derrubar barreiras para o comércio de produtos agrícolas, incluindo os subsídios de países ricos.

"Isto é factível e nós estamos próximos disso", disse Lamy. "Como vocês todos sabem, os resultados gerais poderiam ter menores distorções no mercado mundial e aumentar os acordos internacionais, apontando para um rápido e eficiente ajuste do abastecimento para as mudanças de demanda".

Na última segunda-feira (5), em reunião no BIS (Banco de Compensações Internacionais, na sigla em inglês), na Basiléia (Suíça), os presidentes de bancos centrais defenderam que, para que os preços encontrem um patamar mais moderado, é preciso estimular a competição nos mercados e a liberalização do comércio.

A recomendação dos presidentes de bancos centrais foi para que os mercados se abram mais à competição a fim de nivelar os preços --que, no caso dos alimentos, aumentaram devido à elevação dos padrões de vida nos países em desenvolvimento, às mudanças climáticas e, possivelmente, também à especulação.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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