Acordo em Doha pode oferecer soluções para crise de alimentos, diz OMC
da Reuters
A OMC (Organização Mundial do Comércio) não pode oferecer uma solução imediata ao aumento dos preços dos alimentos, mas um acordo na Rodada Doha pode abrir o comércio mundial e trazer soluções a longo prazo, disse o chefe da organização, Pascal Lamy, nesta quarta-feira.
No entanto, para cumprir a meta de concluir as negociações neste ano, a OMC precisa avançar nas próximas semanas, segundo declaração Lamy ao conselho geral da entidade, em documento obtido pela Reuters.
"Apesar de a OMC não poder oferecer nenhuma ajuda imediata, que resolva a crise atual, ela pode, através das negociações da Rodada Doha, oferecer soluções de médio a longo prazo", afirmou Lamy.
Um novo acordo comercial poderia ajudar a aliviar o impacto da alta dos preços ao derrubar barreiras para o comércio de produtos agrícolas, incluindo os subsídios de países ricos.
"Isto é factível e nós estamos próximos disso", disse Lamy. "Como vocês todos sabem, os resultados gerais poderiam ter menores distorções no mercado mundial e aumentar os acordos internacionais, apontando para um rápido e eficiente ajuste do abastecimento para as mudanças de demanda".
Na última segunda-feira (5), em reunião no BIS (Banco de Compensações Internacionais, na sigla em inglês), na Basiléia (Suíça), os presidentes de bancos centrais defenderam que, para que os preços encontrem um patamar mais moderado, é preciso estimular a competição nos mercados e a liberalização do comércio.
A recomendação dos presidentes de bancos centrais foi para que os mercados se abram mais à competição a fim de nivelar os preços --que, no caso dos alimentos, aumentaram devido à elevação dos padrões de vida nos países em desenvolvimento, às mudanças climáticas e, possivelmente, também à especulação.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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