Dinheiro
08/05/2008 - 05h03

Banco Mundial aponta que crise dos alimentos continuará até 2015

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da Efe, na Cidade do México
da France Presse

O presidente do Bird (Banco Mundial), Robert Zoellick, afirmou nesta quarta-feira no México que a crise mundial dos alimentos permanecerá até 2015, com altas nos preços dos alimentos, em especial os grãos.

"Os níveis dos preços em 2015 serão mais altos do que em 2004, devido ao crescimento da demanda dos países em desenvolvimento", declarou Zoellick, em entrevista coletiva, no término de sua visita de dois dias ao México.

Zoellick descartou que os preços dos alimentos possam recuperar os níveis de 2004. Em entrevista coletiva realizada na capital mexicana, o presidente do Bird afirmou que se espera "que haja uma resposta por parte da oferta para que os preços reduzam um pouco entre 2009 e 2010; mas que em termos gerais a previsão é de que eles continuarão elevados até 2015".

Zoellick considerou urgente que todos os países modifiquem suas políticas de produção alimentícia a fim de garantir a provisão dos grãos básicos às populações. Para ele, uma saída é que "haja uma resposta da oferta para baixar os preços".

"Esperamos um aumento da oferta de alimentos que permita frear os preços entre 2009 e 2010", disse, após assinar um empréstimo de US$ 205 milhões para apoiar o programa sobre a mudança climática.

Biocombustíveis

O funcionário do organismo internacional acrescentou que atualmente existe um debate sobre o uso de grãos e produtos agrícolas, como o milho nos Estados Unidos e a cana-de-açúcar no Brasil, para promover a produção de biocombustíveis sem afetar os preços dos alimentos.

Ele explicou que os mercados internacionais detectaram os riscos que implicam os aumentos dos preços internacionais de grãos, mas as autoridades e os governos tomaram medidas para impulsionar a produção agropecuária, em particular nas zonas mais atrasadas.

Zoellick destacou que a instituição que dirige convocou todos os países-membros a estabelecer um fundo de emergência de US$ 750 milhões para apoiar as nações com problemas de abastecimento alimentício.

O executivo também expressou sua confiança de que os países não estabelecerão medidas que afetem a produção agrícola, como os controles de preços.

México

No caso do México, destacou que o país pode impulsionar o desenvolvimento de seu setor agropecuário com recursos financeiros e adubos, assim como aproveitando as pesquisas sobre mudança climática, entre outras medidas, com sementes melhoradas.

A alta dos preços dos produtos básicos, que está causando sérias preocupações em nível internacional, está entre os temas centrais analisados por Zoellick com as autoridades mexicanas em sua primeira visita à América Latina desde que assumiu o cargo em julho de 2007.

Antes dessa entrevista coletiva, Zoellick e o ministro mexicano da Fazenda, Agustín Carstens, assinaram um empréstimo contingente do banco, de 501 milhões de dólares, para combater o aquecimento global dentro do programa Estratégia Nacional de Mudança Climática, do governo do México.

Amanhã, Zoellick segue para a Colômbia, onde encerrará sua viagem regional.

Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
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Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
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