Lucro da InBev cai 11%, para US$ 382 milhões, no primeiro trimestre
da France Presse, em Bruxelas
O lucro líquido da cervejaria belgo-brasileira InBev, líder mundial em termos de volume, caiu 11%, para US$ 382 milhões no primeiro trimestre deste ano. A empresa teve um início de ano difícil, especialmente no Brasil, com o aumento dos custos das matérias-primas.
Os analistas esperavam um resultado em torno de US$ 491 milhões e US$ 506 milhões.
O excedente bruto de exploração registrou alta de 2,1%, a 982 milhões de euros, e o faturamento cresceu 4,8%, a 3,198 bilhões de euros. No entanto, nos dois casos os analistas também esperavam números melhores.
A Inbev, dona das marcas Stella Artois, Leffe, Beck's e Brahma, viu suas vendas totais praticamente paralisadas, com 59,038 milhões de hectolitros contra 59,034 milhões do mesmo período em 2007 (um hectolitro é igual a cem litros).
O setor das cervejas retrocedeu 0,4% ao ano, a 48,669 milhões de hectolitros.
"Os resultados não fazem mais que refletir um nível mais frágil dos volumes no setor, principalmente no Brasil, e uma comparação desfavorável dos custos em relação ao primeiro trimestre do ano passado", informou a empresa em um comunicado.
No Brasil, as vendas de cerveja foram afetadas pelo carnaval ter acontecido muito cedo (início de fevereiro), o que encurtou o período de férias de verão, além da forte inflação (mais de 11%) no setor de alimentação, segundo a Inbev.
"A alta do custo das matérias-primas só pôde ser compensada de forma parcial por meio das melhoras contínuas realizadas na rede de abastecimento", diz o comunicado.
Em um ano, a cevada é a matéria-prima cujo preço causou o maior impacto, segundo o diretor financeiro Felipe Dutra, que também mencionou à imprensa o milho e o arroz.
A Inbev já aumento seus preços em alguns países, como Brasil, Rússia e Alemanha, para compensar pelo menos em parte os custos crescentes.
A Inbev foi criada em 2004 a partir da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev. A empresa é a segunda maior cervejaria mundial em termos de faturamento, atrás apenas da americana Anheuser-Busch (AB).
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