Dinheiro
08/05/2008 - 13h50

Stephanes admite que preços de alimentos preocupa governo

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) disse nesta quinta-feira que a alta dos preços dos alimentos preocupa o governo. De acordo com o ministro, ele e a equipe econômica estão empenhados em definir como o Brasil pode contribuir para que não haja aumento de preços. Segundo Stephanes, os produtos mais sensíveis são feijão, arroz, trigo e milho.

"O governo está evidentemente preocupado com isso e já temos feito varias reuniões com o ministro da Fazenda [Guido Mantega] no sentido de discutir como o Brasil pode contribuir positivamente para não se ter aumento", disse Stephanes, antes da cerimônia que trata de Amazônia, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro, o Brasil contribui para diminuir o impacto da demanda mundial em decorrência do aumento de produção e exportação de alimentos. "Nós estamos sob impacto da demanda mundial, mas de qualquer forma o Brasil é o país que mais está contribuindo para diminuir esse impacto porque é o país que mais cresce na produção e exportação de alimentos", disse ele.

Stephanes afirmou ainda que o Brasil prova ao mundo que é auto-suficiente, uma vez que sua produção aumenta consideravelmente. "Fica muito claro que o Brasil consegue produzir para alimentar a população, ser auto-suficiente, consegue produzir excedentes cada vez maiores. É o país que mais cresce na produção de excedentes no mundo, como consegue produzir energia limpa de forma compatível sem interferir na área de alimentos", disse ele, em resposta às críticas de que a área planta de cana-de-açúcar para a produção de álcool reduz a produção de alimentos.

O ministro ressaltou ainda que houve recorde na safra, registrando um crescimento de 7,8% em relação à safra anterior, que já tinha também sido um recorde. Segundo ele, isso representa "um crescimento excepcional". De acordo com Stephanes, a previsão é de um crescimento de 5% para a próxima safra, que vai ser plantada agora a partir do mês de agosto e de setembro.

"O que nós podemos dizer. É bom para o produtor. O que nós estamos prevendo, de acordo com as informações, o quadro mundial nesse momento, isso pode ser alterado, é que o grande impacto que nós tínhamos que ter no aumento de preços já se deu este ano", disse o ministro.

Em seguida, Stephanes afirmou que: "Dificilmente nós teremos novos impactos este ano e talvez um pequeno impacto no próximo ano. Daqui a dois ou três anos, o impacto, efetivamente, até 2015, ainda pode estar por vir".

Segundo afirmou o presidente do Bird (Banco Mundial), Robert Zoellick, ontem (7) no México, a crise mundial dos alimentos permanecerá até 2015, com altas nos preços dos alimentos, em especial os grãos.

Comentários dos leitores
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
Renato Ribeiro de Oliveira (2) 15/10/2009 19h58
A população mundial esta cega! pensando em quanto o mercado de ações vai ser bom, se o dólar vai cair ou subir, e esquecemos de pessoas que estão passando fome a nossa volta.
No mundo composto por 6 bilhões de pessoas, 4 bilhões passam com menos de 2 dólares por dia!
A teoria de Malthus foi quebrada, hoje à alimentos para todos, porém o excedente fica nas mãos de poucas pessoas no mundo.
O que está errado? Nada mais do que o sistema! esse sistema concentrador acaba bdneficiando poucas pessoas e excluindo a grande maioria da população. Como diz o economista chileno Max Neef: A economia esta para servir as pessoas e não o contrário.
Temos que parar com essa corrida desenfrada do excedente, e pensar numa solução justa para todos.

Renato Ribeiro de Oliveira - 4° ano de Economia - FAC FITO - Osasco - SP - Brasil.
2 opiniões
avalie fechar
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Marcos Antonio Fernandes (5) 14/10/2009 13h34
Estudos científicos divulgados ao final da década passada indicaram que se todas as nações do mundo, ao invés de aplicarem substanciais parcelas de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB) em materiais bélicos, que, em termos atuais, atinge a extraordinária cifra de 2.000.000.000.000US$ (dois trilhões de dólares) ao ano, em políticas públicas adequadas para o combate a essa gravíssima situação, em apenas 5 (cinco) anos seria possível não só a erradição da fome, quanto a geração de emprego e renda para todos os habitantes do planeta Terra, proporcionando-lhes, por conseguinte, uma vida digna.
É lamentável constatar, pois, de acordo com reconhece, aliás, um dos dirigentes da FAO, que a eliminação da fome e da subnutrição dependa tão-só de vontade política.
Salta à evidência, pois, que o homem está se utilizando, de forma equivocada, do livre arbítrio que o ente supremo lhe concedeu, expondo a condições sub-humanas mais de um bilhão de seus semelhantes.
É bem por isso que o Armagedon se aproxima, nisto crendo quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
2 opiniões
avalie fechar
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Antonio Fouto Dias (2735) 13/10/2009 14h04
Os produtores de cana que se cuidem, uma vez que, quando se iniciar a exploraçãodo pre-sal e o Brasil estiver produzindo muito mais do que sua real necessidade de consumo de petróleo, certamente, mesmo que a Petrobrás não queira, os preços do óleo diesel e da gasolina irão cair, fato que tornará o consumo de álcool não compensador, pois se o preço de ambos os combustíveis estiverem iguais ou próximos, o proprietário do veículo optará pela gasolina, pois será mais econômica.
Se agora, do jeito que está já existem problemas no setor alcooleiro, imaginem então com o preço dos combustíveis oriundos do petróleo de baixo valor.
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (196)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca