Petróleo bate novo recorde e encerra a US$ 123,69 em NY
da Folha Online
O barril de petróleo subiu hoje de forma mais moderada, o que não o impediu de bater um novo recorde, fechando a quinta-feira perto dos US$ 124, cotado a US$ 123,69, em Nova York.
Ao concluir a sessão regular no pregão da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos do petróleo WTI, para junho, subiram US$ 0,16 em relação ao valor anterior. Durante o dia, o barril bateu o maior patamar já negociado durante uma sessão, a US$ 123,90.
O preço da gasolina também registrou mais um dia de máximas históricas na venda ao público nos Estados Unidos. Em Londres, o Brent do Mar do Norte também estabeleceu um novo recorde nesta quinta-feira, a US$ 123.
"O fato de que os preços não tenham voltado a cruzar abaixo dos US$ 120 o barril finalmente encorajou os compradores a voltarem com força ao mercado", disse Bart Melek, analista da BMO Mercados de Capitais.
Na quarta-feira, o petróleo fechou a US$ 123,53, em alta de 1,39% em relação ao dia anterior. Durante a sessão de ontem, o barril chegou a ser negociado a US$ 123,80, até então recorde.
Esta nova seqüência de recordes ocorre apesar da ausência de novos elementos no mapa geopolítico, da reconstituição das reservas norte-americanas de petróleo e da recuperação do vigor do dólar, fatores que normalmente fazem os preços recuarem.
Por outro lado, o ministro do petróleo iraniano, Gholam Hosein Nozari, afirmou nesta quinta-feira que os preços do barril alcançarão os US$ 200 "se continuarem as atuais circunstâncias" nos mercados internacionais.
Em declarações à agência Irna, ele considerou que a fraqueza do dólar americano "é a principal causa" da elevação dos preços do petróleo. No entanto, disse que "as dificuldades de produção na Nigéria são uma razão a mais".
O Irã, um dos maiores exportadores do mundo, e com peso na Opep, tem avaliado que os preços atuais "não são reais", e tem descartado o aumento da produção do cartel.
Nozari anunciou em fevereiro que seu país elevou a produção a 4,184 milhões de barris diários, o que classificou como um "recorde" perseguido há três décadas.
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