Empresários e oposição criticam projeto de lei para sacoleiros
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Representantes dos setores empresarias e senadores da oposição voltaram a criticar nesta quinta-feira o projeto do governo federal que regulariza o comércio por sacoleiros na divisa entre Brasil e Paraguai.
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) se diz preocupado com a perda de emprego por seu Estado e afirmou que o Brasil está cedendo a pressões políticas do país vizinho. O senador chegou, também, a criticar a posição do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, durante audiência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
"Há uma contradição entre um Rachid mais duro e esse Rachid mais light", disse em relação a diferença de tratamento dada à Zona Franca de Manaus e à região de Foz do Iguaçu.
Virgílio também afirmou que o Paraguai será uma porta de entrada para produtos chineses, já que não há indústria no país vizinho.
Rachid se defendeu dizendo que a Receita Federal está sendo "doce, porém, dura" e afirmou que irá coibir a pirataria e a entrada de produtos da Ásia. "Eu sou como rapadura, doce mas duro."
O projeto de lei dos sacoleiros prevê alíquota de 42,25% de impostos para a importação de produtos do Paraguai, que poderá ser feita por microempresas participantes do Simples --estabelecimento com faturamento anual de até R$ 240 mil.
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