Dinheiro
09/05/2008 - 08h09

Biocombustível com milho pode afetar segurança alimentar, diz FAO

da France Presse, em Guadalajara

A produção de biocombustíveis à base de milho pode ter uma repercussão direta na segurança alimentar no mundo, alertou o representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) no México, Norman Bellino.

"A escala e a velocidade da mudança de uma produção bioenergética pode ter efeitos muito fortes na segurança alimentar e no meio ambiente", declarou Bellino.

Ao participar do 1º Congresso Internacional de Biocombustíveis, que acontece em Guadalajara (oeste), Bellino se referiu aos Estados Unidos, ao alertar sobre o uso do milho para os biocombustíveis.

"A decisão de um país de utilizar milho em um período breve para gerar os biocombustíveis tem implicações na segurança alimentar desse país e em outros", completou Bellino.

Ele considerou ainda que a América Latina tem alimento suficiente para os 500 milhões de habitantes da região, mas ressaltou que esses produtos básicos não são acessíveis para milhões de pessoas em situação de extrema pobreza.

"O problema é o acesso, o poder aquisitivo. De nada serve ter toneladas e toneladas de alimentos, onde ainda há 89 milhões de pessoas na extrema pobreza", afirmou.

Fechada

Nesta semana o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, afirmou que a FAO é um "desperdício de dinheiro" e deveria ser fechada. Wade fez o comentário dias depois de a FAO anunciar um plano de emergência para controlar o aumento no preço dos alimentos. A organização planeja destinar US$ 200 milhões para ajudar agricultores e aumentar a produção nos países mais afetados pela crise.

"A atual situação é, em grande parte, culpa da organização, e os gritos de alarme não ajudarão", disse Wade, no domingo, em pronunciamento de rádio e televisão no Senegal.

O presidente senegalês disse que o trabalho da FAO é duplicado por outras agências da ONU que funcionam mais efetivamente, como o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura. Ele afirmou que já havia pedido, no passado, para que a FAO fosse transferida de Roma para um país na África --o continente mais afetado pela falta de alimentos. "Dessa vez, eu estou indo além, nós deveríamos acabar com ela", afirmou.

Comentários dos leitores
Paulo Correa Alejandro (1) 08/07/2008 19h06
Paulo Correa Alejandro (1) 08/07/2008 19h06
SAO PAULO / SP
Acho muito interessante a folha Online sem opinião
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Eduardo José dos Santos (13) 08/07/2008 11h07
Eduardo José dos Santos (13) 08/07/2008 11h07
É lógico que não há nenhum interesse do G8 mais a Rússia, que os países emergentes façam parte desta cúpula. Para eles é mais fácil esteder uma mão do que as duas, tá na cara que os países pertencentes ao G8 temem em perder recursos c/ a inclusão de algum país emergente neste grupo. É claro que dependemos de outros países, mas isso não quer dizer que somos deles, po isso, deveríamos ter um pouquinho mais de dignidade c/ o nosso povo e olharmos p/ o nosso país, e trabalharmos intensamente tentando sanar problemas como a violência, saúde, educação, em vez de querer aparecer numa reunião que p/ nós não acrescenta absolutamente nada. Vamos trabalhar pra nós!!!!! 1 opinião
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Cristiano Garcia (99) 08/07/2008 10h57
Cristiano Garcia (99) 08/07/2008 10h57
CAMPO GRANDE / MS
Fico pasmo com as noticias da moda. Essa história de que 100 milhoes de pessoas poderão ficar na miseria por conta da escassez de alimentos. Há muitos anos é sabido até das pedras que muito mais de 100 milhoes de irmãos vivem abaixo de zero. E agora vem a midia assediada por interesses não tão ocultos, responsabilizar a produção brasileira de alcool, pela crise de alimentos. Os numeros mentem, e a midia às vezes se presta não para uma analise justa e imparcial daquilo que é fato. Mas vemos a midia dos paises desenvolvidos apenas ecoando serviçalmente, as mentiras deslavadas que que interessam aos verdadeiros predadores do planeta.
O governo do Sr. Bush é o verdadeiro causador de tudo. Mas ninguem protesta. Quando ele invadiu o Iraque o oleo estava a menos de U$ 30,00 o barril. Depois que viu a crise que ele proprio criou, resolveu apoiar a conversão de milho em alcool, ao inves de buscar uma parceria justa e equilibrada com o Brasil.
Então senhores, analisem independentemente os fatos. O preço do petroleo, o preço dos insumos agricolas como fertilizantes, defensivos e sementes, e a estupidez dos Eua em tornar milho alcool combustivel, não tem influencia alguma na crise mundial de alimentos e economia, mas o Brasil com sua produção racional de alcool sim, somos o grande vilão. Me poupem, e esqueçam a ONU. A ONU é apenas uma serviçal dos interesses americanos. A ONU é apenas uma ilusão, para fazer de conta que o mundo pode resolver com equidade, seus problemas.
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