Conselho de Direitos Humanos avaliará impacto da crise dos alimentos
da Efe, em Genebra
O CDH (Conselho de Direitos Humanos) da ONU (Organização das Nações Unidas) realizará uma sessão especial no próximo dia 23 para avaliar o impacto da crise do alimentos no mundo, com o apoio do Brasil para a iniciativa, entre outros.
A reunião acontecerá por iniciativa de Cuba, em representação ao Movimento dos Não-Alinhados; do Egito, pelo Grupo Africano; do Paquistão, pela Organização da Conferência Islâmica; e da delegação diplomática palestina, pelo Grupo de Estados Árabes, que reuniram o apoio de 41 países para esse objetivo.
Além do Brasil, entre os que apóiam a idéia estão também França, Alemanha, Japão, Suíça e Espanha, China e Uruguai.
O forte aumento do preço de vários alimentos básicos, particularmente os cereais, no mercado internacional e sua repercussão entre os pobres gerou uma polêmica a respeito da responsabilidade dos biocombustíveis e da especulação financeira nesta situação.
A ONU pediu a seus doadores fundos suplementares no valor de US$ 775 milhões para atenuar os efeitos desta explosão de preços nos países mais pobres. Além disso, convocou uma cúpula internacional na Itália, de 3 a 5 de junho, para discutir o assunto.
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A análise comparativa nos mostra que há, de fato, um preço que está totalmente fora de lugar no Brasil. Um ponto totalmente fora da curva. Uma anomalia internacional. Trata-se da taxa real de juros, ou do preço do dinheiro, que no Brasil é cerca de 7 a 8 vezes mais caro que no resto do mundo. Será que todo o mundo está errado e o Brasil certo? Cabe ao Banco Central, órgão responsável pela política monetária no Brasil, responder esta questão". (Alcides Leite Domingues - professor de Mercado Financeiro da Trevisan Escola de Negócios) -artigo publicado no Valor Econômico em 14/5.
O que justifica termos a maior taxa selic do mundo senão satisfazer aos interesses dos financistas nacionais e estrangeiros, que abocanham, apenas de juros, cerca de R$ 170 bilhões, por ano, do nosso restrito orçamento (Saúde: 50 bi; Educação: 40 bi)? E o sr. Meirelles já dá indicações de que a selic ainda irá aumentar para conter a tal inflação... Apenas o governo "popular" de Lula deu a esses sanguessugas algo em torno de R$ 800 bilhões, só de juros, sobre uma dívida que já está em R$ 1 trilhão e 300 bilhões. Aonde iremos parar? Pobre Brasil...
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