Dinheiro
09/05/2008 - 09h08

Alimentos pesam e índice oficial de inflação acelera para 0,55% em abril, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizada às 12h08

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,55% em abril, o que representa aceleração frente aos 0,48% verificados em março, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,04%, acima dos 4,73% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores e da meta de inflação do governo para 2008, de 4,5%, com margem de tolerância dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Em abril de 2007, a inflação pelo IPCA subira 0,25%. O resultado de abril deste ano bate com as expectativas divulgadas nos últimos dias por bancos e corretoras.

Vera Gonçalves/Folha Imagem
Alta do trigo forçou reajuste do pão francês, que subiu 8,59% em março, segundo FGV
Alta do trigo forçou reajuste do pão francês, que subiu 8,59% em março, segundo FGV

"Foi nessa época, em 2006, que a taxa dos 12 meses começou a decrescer. Atualmente, verifica-se que a taxa tem crescido de forma sistemática e insistente", afirmou a coordenadora da pesquisa, Eulina dos Santos.

Os alimentos pressionaram mais o índice e tiveram alta de 1,29%, ante 0,89% constatados no mês anterior. A contribuição deste grupo representou 0,28 p.p. (ponto percentual) do IPCA, quase metade do total.

No ano, os alimentos tem inflação acumulada de 4,37%. De janeiro a abril de 2007, a alta acumulada dos alimentos era de 2,65%.

Entre os alimentos, o destaque de alta foi do pão francês, que subiu 7,33%, depois de aumento de 4,24% no mês anterior. Foi a maior contribuição individual do índice, com 0,08 p.p. A farinha teve alta de 6,8%, seguida pelo pão doce (3,02%), macarrão (2,34%) e pão de forma (1,12%).

Também subiram os preços da cebola (15,87%), do leite pasteurizado (3,56%), do óleo de soja (3,18%), do arroz (1,96%) e de carnes (1,35%).

Narendra Shrestha /Efe
Reajuste do arroz chega ao consumidor; pão lidera inflação de alimentos, aponta Fipe
Reajuste do arroz chega ao consumidor; pão lidera inflação de alimentos, aponta Fipe

Em movimento contrário, apresentaram queda o feijão carioca (-10,99%), ovos (-4,03%), frango (-3,02%), açúcar refinado (-1,25%) e feijão preto (-0,73%).

Os produtos não-alimentícios tiveram alta de 0,34%, abaixo dos 0,36% de março. Os produtos de vestuário subiram 1,53%, e os artigos de limpeza tiveram elevação de 1,41% O preço do álcool caiu 0,65%, seguido pelas tarifas de energia (-0,49%) e pela gasolina (-0,14%).

Segundo a coordenadora de preços do IBGE, Eulina dos Santos, mesmo que os alimentos desacelerem, isso dificilmente ocorrerá de forma que influencie a inflação dos 12 meses para baixo --a previsão é que a taxa continue acima dos 5%.

Na avaliação da economista, a inflação dos alimentos é influenciada pela alta das commodities no mercado internacional, o que sugere um quadro idêntico ao do ano passado. Ao longo de 2007, os alimentos subiram 10,77%.

Mais pobres

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, ficou em 0,64% em abril, ante 0,51% de março. Nos 12 meses encerrados em abril, o indicador acumula elevação de 5,9%, acima dos 5,5% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (22) 04/11/2009 11h02
JOSE MOTTA (22) 04/11/2009 11h02
EU DUVIDO. O LUGAR DO SENHOR CIRO GOMES É NO CEARÁ. QUAL A INTENÇÃOP DO SENHOR CIRO SER CANDIDATO POR SÃO PAULO? ACREDITO QUE POVO PAULISTA NÃO SEJA TÃO INJENUO. O COLOR DE MELO, AGORA AMIGO DO PRESIDENTE, TAMBÉM QUIZ SER CANDIDATO POR SÃO PAULO. sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2668) 19/10/2009 08h53
Antonio Fouto Dias (2668) 19/10/2009 08h53
Se o preço dos alimentos estão caindo, em compensação o da luz, gas e telefone entre outros serviços estão cada vez mais com seus preços rumo a estratosfera.
Esses serviços, incluindo também o de transportes, deferiam ter uma melhor fiscalização, inclusive com a participação do governo na elaboração de uma planilha de custos, com uma definição de tarifas compatíveis com os serviços prestados e a situação econômica dos usuários.
Algo semelhante dever-se-ia também ser realizado com os pedágios, uma vez que cada empresa estabelece um valor e não há contestação e quando ela existe, as decisões tem sido favoráveis às empresas exploradoras do serviço, o que é lamentável.
3 opiniões
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JOSE MOTTA (22) 16/10/2009 12h34
JOSE MOTTA (22) 16/10/2009 12h34
IPI reduzido para automóveis, força da poderosa, infame e capitalista selvagem indústria automobilistica e sindicato, que fazem a o querem nesse País. Pode crecer 10 % ao ano, vender carros zero carissimos para os trouxas, mas vamos continuar no terceiro mundo. Alguém duvida? 6 opiniões
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