Barril do petróleo Brent supera os US$ 125 em Londres
da Efe, em Londres
O preço do barril de petróleo Brent, de referência na Europa, continuava sua escalada na ICE Futures (Bolsa Intercontinental de Futuros, na sigla em inglês) de Londres e hoje superou a barreira dos US$ 125, devido ao temor de que possa haver problemas de fornecimento na Nigéria e no Irã. O Brent marcou um novo recorde histórico ao ser negociado a US$ 125,68 às 8h08 (em Brasília).
Assim, o Brent continuou sua tendência de alta dos últimos dias, que o levou a subir durante a semana cerca de US$ 11.
Após alguns minutos, o petróleo Brent moderava sua cotação e às 8h57 (em Brasília) o barril era negociado a US$ 124,84.
Segundo os analistas, o mercado teme que os problemas na Nigéria, que incluem ataques dos rebeldes às instalações petrolíferas de Royal Dutch Shell, coloquem em risco o fornecimento.
Hoje, na negociação pré-abertura em Nova York, o preço do barril chegou a passar da marca de US$ 125, com a desvalorização do dólar como principal fator a afetar as cotações da commodity.
Os comentários feitos ontem pelo presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, foram vistos como sinal de que a taxa de juros do banco não deve cair nos próximos meses (ontem, o banco manteve a taxa em 4% ao ano), o que ajudou a manter o euro valorizado em relação ao dólar. Hoje a moeda chegou a ser negociada a US$ 1,5466, contra US$ 1,5404 ontem em Nova York.
Investimentos em commodities são vistos como uma garantia contra efeitos inflacionários. Segundo analistas, a desvalorização do dólar está na raiz do processo de alta do petróleo: com o dólar mais barato, o barril (que tem seus preços cotados em dólares) fica mais acessível, aumentando a pressão da demanda mundial pelo produto.
Nesta semana, o banco de investimentos Goldman Sachs informou em uma nota que o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 dentro dos próximos dois anos, como parte de uma disparada provocada por dificuldades na ampliação da oferta mundial do produto.
'A possibilidade de chegarmos a ficar entre US$ 150 e US$ 200 por barril parece cada vez mais provável no período dos próximos seis a 24 meses, embora prever qual poderá ser o pico atingido pelos preços do petróleo, bem como a duração do ciclo de altas, permanece uma grande incerteza', diz a nota.
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