Dinheiro
12/05/2008 - 09h06

FAO prevê produção recorde de arroz em 2008 e preços altos

da France Presse, em Roma
da Folha Online

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) previu nesta segunda-feira que a produção mundial de arroz alcançará um nível recorde em 2008 e que os preços permanecerão elevados a curto prazo.

"A produção mundial para 2008 pode crescer 2,3%, atingindo o novo recorde de 666 milhões de toneladas, segundo nossas previsões preliminares", disse a especialista em arroz da FAO, Concepción Calpe.

Na semana passada, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que a crise mundial dos alimentos permanecerá até 2015, com altas nos preços dos alimentos, em especial os grãos. "Os níveis dos preços em 2015 serão mais altos do que em 2004, devido ao crescimento da demanda dos países em desenvolvimento", declarou Zoellick.

Ele descartou que os preços dos alimentos possam recuperar os níveis de 2004. Em entrevista coletiva realizada na capital mexicana, o presidente do banco afirmou que se espera "que haja uma resposta por parte da oferta para que os preços reduzam um pouco entre 2009 e 2010; mas que em termos gerais a previsão é de que eles continuarão elevados até 2015".

Zoellick considerou urgente que todos os países modifiquem suas políticas de produção alimentícia a fim de garantir a provisão dos grãos básicos às populações. Para ele, uma saída é que "haja uma resposta da oferta para baixar os preços".

"Esperamos um aumento da oferta de alimentos que permita frear os preços entre 2009 e 2010", disse, após assinar um empréstimo de US$ 205 milhões para apoiar o programa sobre a mudança climática.

A FAO destacou ainda que a passagem do ciclone Nargis por Mianmar reduzirá fortemente a produção neste país.

Mianmar precisará da ajuda dos países vizinhos, em particular Tailândia e Vietnã, para importar arroz.

Comentários dos leitores
Guilherme Carneiro (3) 05/07/2008 21h16
Guilherme Carneiro (3) 05/07/2008 21h16
POCOS DE CALDAS / MG
A tendencia da diminuição da oferta ou melhor aumento da demanda por alimentos é inevitável, são muitos os que estão saindo da miséria nos países emergentes. Mas o Brasil pode finalmente ser o seleiro do mundo, basta que se incie uma medida para que os detentores de terras que são mau aproveitadas passem por uma malha fina e se enquadrem na intensificação da atividade agrícola, tornando os milhoes de hectares mau aproveitados em produtivos. Para isso é necessário uma reforma agraria que obrigue que não aproveita bem sua propriedade vende-la ou arrenda-la. Isso poderia ser uma iniciativa das prefeituras atravez dos vereadores estabelecer os níveis de aproveitamento das propriedades dependedo das circunstancias de cada uma delas. sem opinião
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Ivan Eichemberger Bonafe (41) 04/07/2008 20h46
Ivan Eichemberger Bonafe (41) 04/07/2008 20h46
se o fhc não tivesse abandonado o povao por 8 anos, o lula nao teria chance de sucesso com bolsa familia não adianta tucanada reclamar agora, mas concordo que lula deixa muito a desejar em investimento na educação que é a única solução de verdade pra esse país. Quanto ao banco mundial culpar os biocombustíveis, desde quando o que é bom para banqueiros é bom para a população em geral, incluindo classes B e C que sustentam esse país? apesar da decadencia educacional tbm presentes na classe B brasileira, por exemplo, o q seria do pagode se ninguém da classe B o consumisse? é Brasil, falta de cultura ninguém chega à sua altura, mas que culpa tem cabral.... 3 opiniões
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cleiton rodrigues (1) 04/07/2008 13h20
cleiton rodrigues (1) 04/07/2008 13h20
ITAQUAQUECETUBA / SP
Realmente, as pessoas criticam o bolsa família pelo motivo errado. Ele, alem de ser um programa que contribui para a retirada de pessoas da linha da miséria, é indispensavel para reduzir o distanciamento social do nosso país. Agora, se o caso é discutir corrupção e uso eleitoreiro, o façam, mas não deixem de reconhecer o mérito, afinal, quem tem fome não quer saber de onde vem, desde que venha. 4 opiniões
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