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Dinheiro
12/05/2008 - 11h17

Importado já é 20% do consumo industrial, aponta BNDES

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da Folha Online

As importações da indústria brasileira bateram recorde em 2007 e atingiram 20,3% do consumo no país de bens industrializados, segundo reportagem da Folha (íntegra do texto exclusiva para assinantes do jornal e do UOL) desta segunda-feira sobre estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que será divulgado nos próximos dias.

Os resultados da pesquisa realimentam a discussão sobre os efeitos do real forte para a produção da indústria nacional, que conhece hoje nova política para o setor. O estudo mede a participação dos bens importados no consumo total, uma análise que leva em conta a produção doméstica de bens industriais destinados ao mercado interno e as importações de produtos acabados e de insumos industriais.

Na avaliação do BNDES, a maior presença de produtos importados teve efeitos favoráveis para a economia no período de 2004 a 2007 e foi fundamental para evitar o descompasso entre oferta e demanda, o que poderia gerar pressões inflacionárias.

A receita de crescimento das importações desde 2004 é composta de real valorizado, demanda aquecida e aumento da produção doméstica. Nos cálculos do BNDES, a taxa real de câmbio chegou a um nível, em 2007, 21% maior do que o de 1997, o auge do período anterior de valorização do real.

Política industrial

Segundo a nova política industrial do governo, que está sendo apresentada nesta segunda-feira na sede do BNDES no Rio, um dos principais focos do programa é a ampliação das exportações. O programa prevê desonerações superiores a R$ 20 bilhões entre 2008 e 2011.

A meta para 2010 é fazer com que o Brasil tenha uma participação de 1,25% do total das exportações no mundo, o que corresponde a US$ 208,8 bilhões. No ano passado, as exportações brasileiras representaram 1,18% do total no mundo, ou US$ 160,6 bilhões.

A participação do BNDES no programa prevê financiamentos de R$ 210,4 bilhões para o setor de indústria e serviços entre 2008 e 2010. A previsão é que os desembolsos do banco para este segmento chegue a R$ 77,7 bilhões em 2010.

 

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