Política industrial dependerá de edição de MPs, diz Lula
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente Luiz Início Lula da Silva disse nesta segunda-feira que a implementação da política industrial, anunciada hoje no Rio, vai depender da edição de medidas provisórias, em recado direto ao presidente do Senado, Garibaldi Alves ((PMDB-RN)).
Lula comentou que a edição das MPs será necessária senão o novo programa poderá sofrer atrasos. "Teremos que enviar as medidas provisórias. Se elas não entrarem em vigor, teremos um retrocesso e atrasos na nova política industrial. Mas estamos contando com apoio dos senadores e dos deputados, assim como ocorreu para aprovação do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]", afirmou.
Lula ressaltou que a nova política propõe um compromisso a todo o país, destacando a necessidade de o Brasil recuperar a capacidade de criar e ousar. "Esse plano só é comparável ao plano de metas dos anos 50 e ao segundo PND [Plano Nacional de Desenvolvimento], nos anos 70", afirmou.
O presidente ponderou que o cenário atual é diferente das outras duas épocas citadas por ele, diante de uma economia global e aberta.
Para Lula, o Brasil parou de planejar durante 25 anos, vivendo um período "de marasmo, apatia e descrença nas nossas forças". "Atravessamos o deserto da estagnação. A terra fértil já está à vista", comparou.
Lula acrescentou que a nova política industrial, apesar de estabelecer metas até 2010, é um programa de muitos anos e que tem de ter seqüência. "São metas baseadas na compreensão das transformações em curso no cenário mundial e inspiradas em uma visão de longo prazo constituem orientação estratégicas que, espero, possam servir para o desenvolvimento do Brasil nos próximos dez ou 15 anos", disse.
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